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Editorial – 14.09.2021

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Eu queria, nesse espaço editorial, ainda repercutir aqueles atos do último domingo (12) pelo ‘nem Lula, nem Bolsonaro’, que uniram grupos de direita como o MBL, o Vem pra Rua, algumas centrais sindicais e partidos de esquerda e centro-esquerda, casos do PDT e PCdoB, que muita gente tem chamado de protestos da terceira via.

 

Para isso, eu quero fazer a leitura de um texto que o jornalista Milton Temer publicou ontem (13) nas suas redes sociais a respeito das manifestações. Diz o Milton:

 

Os fracassos dos atos de ontem deixam como rastro um indício forte. As bases dos movimentos da direita jovem, dos Kataguiri e seus clones, que ocuparam ruas e avenidas nas mobilizações pelo impeachment de Dilma e a mitificação de Moro, bandearam-se para outras plagas. Esse bolsonarismo larvar, sempre existente em um segmento expressivo da deformada sociedade civil brasileira, naquilo que se definia como “maioria silenciosa”, encontrou seu messias “com sustância” na expressão mais tosca que a política institucional brasileira havia produzido nas últimas décadas: Jair Bolsonaro.

 

O que ocorreu na Paulista e na Av. Atlântica ontem foi, portanto, a segunda derrota do campo reacionário em menos de uma semana. Fizeram bem as esquerdas combativas em não se vincular ao ato que se pretendia ‘fora Bolsonaro’ mas também se afirmando num ‘nem ele nem Lula’.

 

Ou seja, a suposta Terceira Via, a da direita dissimulada em centro, mostrou sua fragilidade. Viu suas vísceras exposta. Estão enganando muito poucos. Porque na verdade só renegam o bolsonarismo pelos seus maus modos. Pela retórica grosseira. Sem nenhuma contradição com sua essência antissocial e pró-grande capital, manifestada na sequência de contrarreformas promovidas pela quadrilha do Posto Ipiranga.

 

Resta saber como se comportará a oposição de esquerda a partir dessa constatação. Os primeiros sinais não têm sido muito saudáveis. Continua a prevalecer uma dicotomia entre o discurso do ‘Fora Bolsonaro e Mourão, já!’, dos setores mais combativos, e os que apostam num empurrar com a barriga até outubro de 2022, quando um Bolsonaro decomposto seria o adversário ideal. Um Bolsonaro “debilitado”, mas suficientemente forte para impedir o surgimento de uma alternativa “nem um nem outro” que geraria problemas para o seu candidato natural implementar a conciliação de classes com os maganos do grande capital.

 

Tática suicida, já comprovada em 2018. Dar tempo a Bolsonaro é dar tempo à troika medíocre de generais medalhados por faustosos cargos em comissão no Planalto para recompor a base golpista.

 

Ocupar as ruas tem que se transformar em rotina. Como nas campanhas de Diretas Já e Fora Collor. A omissão só resultará em motivo para que o presidente do covil parlamentar continue com seu rabo sufocando a imensa pilha de requerimentos para instalação do processo de impeachment do miliciano-chefe”.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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