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A hecatombe Bolsonaro

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Por Roberto Romano*

 

Vivemos no Brasil e no mundo uma crise inédita em termos de humanidade, humanidade que, após duas guerras mundiais, muitas guerras imperialistas e coloniais, ceifou a vida de milhões de seres humanos. Agora temos ameaças cada vez mais graves de saúde pública, de endemias e o Estado no sentido mais amplo, sobretudo o Estado brasileiro, não tem preparação, não tem formas científicas e técnicas para enfrentar essas endemias. Além disso, a concentração da renda brutal no Brasil faz com que os impostos sejam bastante baixos em relação ao resto do mundo, ao contrário do que a propaganda política de direita tem propagado.

 

Se você tem um Estado que já é deficiente, que não pode atender as demandas básicas da população, não temos saneamento básico, não temos saúde, não temos educação, acrescente um governante irresponsável, tendente a propagar formas ditatoriais e autoritárias e absolutamente criminosas, há uma situação de emergência pública e de salvação do povo. Nessa situação, me parece que todos aqueles pensantes na ordem política e na ordem social deveriam se unir para exigir a saída imediata desse indivíduo da Presidência da República seja de qualquer modo.

 

Me parece que essa tentativa de salvaguardar a aparência de ordem é a mais letal de todas as receitas que podem ser aplicadas ao povo brasileiro. É preciso que os partidos políticos do centro até a esquerda se unam imediatamente e entrem com um pedido na Câmara dos Deputados e no Senado para o impedimento deste senhor. A sua loucura está atingindo o plano do crime genocida. É preciso que, em termos éticos e morais, nos levantemos contra este tipo de política da morte.

 

Não estou dramatizando, estamos à véspera de uma hecatombe de saúde, de uma hecatombe institucional e é preciso que, pelo menos na presidência da República, tenhamos alguém que pense, que seja responsável, que não seja apenas comandado por um vereador, seu filho, que comanda um característico gabinete chamado de ódio. É preciso que o ódio diminua no Brasil, que as classes sociais mais desfavorecidas tenham a assistência do Estado e que os setores mais enricados da população, aqueles que viveram até hoje de privilégios, sejam taxados sim.

 

É preciso que haja um aporte de recursos retirado dos bancos que ganham bilhões em cima da miséria brasileira. Me parece que sem tais medidas, nós teremos em muito breve uma situação de caos e calamidade social com mortes e, ao mesmo tempo, com o fim da vida civilizada, o pouco que resta da vida civilizada no Brasil. É o que tenho a dizer nesse momento. Obrigado e vamos lutar para resistir a esse tirano que não tem consciência da situação do seu próprio povo.

 

* Roberto Romano é professor de Filosofia e Ética na Universidade de Campinas (Unicamp)

 

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