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Andes acredita em adesão maciça da educação no Dia Nacional de Luta

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A proximidade do Dia Nacional de Luta em defesa da educação no país, previsto para esta quarta-feira (15), tem provocado expectativa e mobilização de diferentes entidades representativas do ensino público e privado.

 

Uma delas é o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), historicamente engajado na resistência junto a professores e alunos. Eblin Farage, diretora da entidade, apontou que a adesão das instituições ao movimento grevista tem surpreendido.

 

“Estamos muito animados primeiro porque esse dia começou apenas como da educação básica, e imediatamente o Andes aderiu. Pelo quadro que temos, ainda estamos levantando porque até ontem, no final da tarde, houve assembleias, mas mais de 60 universidade nossas vão parar. Estamos imaginando que cerca de 80% das universidades públicas vão parar amanhã no dia nacional de greve da educação”, comemorou.

 

As manifestações contra o desmonte promovido pelo governo de Jair Bolsonaro vão acontecer em todas as 26 capitais do país, além de cidades do interior. Algumas instituições privadas já confirmaram que vão engrossar o coro em defesa da educação brasileira.

 

“Estamos vendo a adesão agora também do setor privado, o que nos deixou muito contentes. A avaliação do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação) é de uma ampla mobilização amanhã, então achamos que vamos ter um bom dia para mostrar que não estamos de acordo com os desmandos desse desgoverno”, disse Eblin.

 

No Rio de Janeiro, além do evento que terá concentração a partir das 15h, na Candelária, aulas públicas foram convocadas por profissionais de educação em diversos pontos da cidade, como na Praça XV, em frente ao Colégio Pedro II, no Centro, e no Largo do Machado. Em Niterói, os docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF) vão se reunir na entrada da estação das barcas.

 

“Há um conjunto de atividades, amanhã será, acima de tudo, um dia de mobilização na rua para mostrar a importância de defender as instituições de educação pública, o financiamento público para a educação. Vamos levar um pouco do que nós, professores, alunos e técnicos administrativos, fazemos”, comentou a dirigente do Andes.

 

Recém-chegada de um seminário no Equador, Eblin ressaltou que as medidas do ex-capitão do Exército contra a educação, que incluem o corte de 30% do orçamento para gastos discricionário nas instituições federais, fazem parte de um movimento liberal internacional pela mercantilização do ensino.

 

“É muito importante que a população brasileira entenda que a escola pública que ainda temos é fruto da luta dos movimentos, dos trabalhadores e das trabalhadoras. Em vários outros países, o modelo de educação pública, de qualidade, laica, já foi destruído. No que tange as universidades, somos uma das poucas da América Latina que tem essa estrutura totalmente pública, gratuita. O que Bolsonaro está fazendo nada mais é do que levar a cabo de forma radical o projeto da educação para o mundo, que a torna uma mercadoria, que quer vender a educação como você vende cadeira, água ou cerveja”, observou.

 

Ouça a íntegra da entrevista de Eblin Farage:

 

 

Entrevista em 14.05.2019

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