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Andes vai à Justiça contra ministro da Educação: “Não pode caluniar”

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As declarações do ministro da Educação Abraham Weintraub contra as universidades públicas na última semana motivaram o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) a interpelar o titular da Pasta na Justiça buscando explicações.

 

Em entrevista ao Jornal da Cidade, no dia 22, o chefe do MEC disse que nas instituições de ensino superior há “plantações extensivas de maconha“ e laboratórios de química que “desenvolvem drogas sintéticas”, além de serem um “centro de doutrinação”.

 

A diretora do Andes Eblin Farage repudiou com veemência as afirmações de Weitraub e lembrou que esta é a segunda vez que a entidade vai ao Judiciário contra o ministro da Educação.

 

“A primeira foi quando ele chamou os professores de zebra gorda, falou que recebem um salário que na verdade não é o que recebemos e nos acusou de trabalhar apenas oito horas por semana. Nossa avaliação é que essas afirmações do ministro daquela que deveria ser uma das pastas mais importantes de um governo que fosse sério não podem ser vistas de forma isolada, têm de ser vistas no contexto de um governo que defende liberar policiais para matar, que fala de AI-5 como se fizesse parte da naturalidade da vida de uma sociedade”, ressaltou.

 

“Temos que entender como um projeto que está sendo implementado no Brasil, que é, acima de tudo, de destruição das instituições republicanas que conquistamos, de ataque à sociedade, às liberdades democráticas, à autonomia das instituições, à liberdade de aprender e ensinar. Entramos com essa interpelação judicial porque, na nossa avaliação, um ministro de Estado não pode falar mentiras e tentar tornar essas mentiras em verdades caluniando entidades, algumas que são centenárias”, prosseguiu a dirigente.

 

De acordo com Eblin, a iniciativa de Weitraub tem como objetivo desmoralizar o ensino superior público para facilitar o processo de privatização em pauta desde o início do governo de Jair Bolsonaro, e que tem na irmã do ministro da Economia Paulo Guedes uma das principais interessadas, já que ela vice-presidente da Associação Nacional de Universidades Privadas (Anup).

 

Apesar da iniciativa em buscar reparação judicial, a diretora do Andes não acredita que a medida vá gerar efeitos práticos contra o titular do MEC.

 

“Infelizmente o que estamos vivendo no Brasil é um alinhamento do Poder Executivo com uma boa parte do Legislativo, do Judiciário, incluindo o Ministério Público. Ainda não tivemos retorno [da primeira ação contra Weitraub], mas a gente está aguardando que a Justiça se pronuncie. Temos notícia que o ministro tem mais de 60 processos contra ele, possivelmente é o ministro na história do país que mais teve interpelações”, destacou.

 

Ouça a entrevista de Eblin Farage:

 

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