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Bacelar lamenta intransigência da Petrobras em negociar fim da greve

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Em greve há 12 dias na tentativa de reverter as demissões de quase mil profissionais da fábrica de fertilizantes Araucária Nitorgenados (Fafen), no Paraná, e evitar a privatização da Petrobras, os petroleiros seguem em compasso de espera por uma negociação com a diretoria da estatal.

 

A Comissão Permanente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) permanece ocupando uma sala de reuniões no quarto andar do Edifício sede da companhia (Edise), no Centro do Rio, em busca de uma solução para o impasse.

 

O secretário de Assuntos Jurídicos da FUP Deyvid Bacelar criticou o posicionamento da direção da Petrobras na tentativa de expulsar os trabalhadores grevistas sem discutir as reivindicações da categoria.

 

“Infelizmente a gente tem agora uma consciência ainda mais clara de que a direção da empresa de fato é intransigente, intolerante, agressiva e não negocia em hipótese alguma. Apesar da greve vir crescendo e continuar em ascendência, a gestão de pessoas da Petrobras não move uma palha no sentido de negociar com as entidades sindicais e com a Comissão Permanente de Negociação. Estamos aguardando algum tipo de diálogo”, disse.

 

O dirigente da federação relatou uma situação no Edise que remete a produções cinematográficas: a estatal posicionou cinco seguranças na entrada da sala onde estão os negociadores da FUP para acompanhá-los onde quer que o grupo vá.

 

“Para onde caminhamos, tem um segurança atrás como se fôssemos marginais, colocássemos em risco o património da empresa, patrimônio esse que estamos defendendo”, pontuou.

 

Atualmente 108 unidades da Petrobras estão paralisadas em 13 estados, com mais de 20 mil trabalhadores mobilizados. Em um episódio inédito, a Justiça autorizou que a Petrobras realizasse processos seletivos para contratar profissionais temporários que substituam os grevistas.

 

A Federação Única dos Petroleiros tenta agora ampliar o espectro de negociação, enviando representantes da entidade para dialogarem com congressistas e membros do Judiciário na capital federal.

 

“Estamos buscando outros interlocutores, desde segunda-feira (10) estamos com uma brigada petroleira em Brasília conversando com ministros do Tribunal Superior do Trabalho e também com o parlamento brasileiro. Sabemos da influência que o parlamento tem sobre as estatais, dentre elas a Petrobras, as indicações políticas continuam como sempre, e entendemos que precisávamos subir um pouco esses espaços de articulação para tentar abrir algum canal de diálogo e negociação. É inadmissível que uma empresa desse porte não faça nenhum gesto no sentido de terminar essa greve”, concluiu Bacelar.

 

Ouça a entrevista de Deyvid Bacelar na íntegra:

 

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