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Celso Amorim avisa que Lula só será solto se houver “ambiente político”

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As contradições postas diante da prisão do ex-presidente Lula seguem latentes pouco mais de um ano depois do fato. As teses de alguns dos principais advogados do mundo apontam para o caráter político do encarceramento, em uma tentativa de retirar o petista da disputa eleitoral no país.

 

O argumento é sustentado também pelo ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim. O diplomata acredita que o ex-sindicalista só será libertado caso haja um clima de calmaria no quadro institucional brasileiro.

 

“Juristas internacionais e nacionais mostram claramente que as acusações contra Lula são infundadas, não há uma prova, que existe um ato indeterminado. Tudo isso foi dito, agora era preciso que os tribunais superiores examinassem isso do ponto de vista não apenas formal, e mesmo do ponto de vista formal há várias irregularidades ao longo do processo, mas acho que só vai acontecer se houver um ambiente político que seja voltado para uma pacificação do país”, indicou.

 

Amigo do ex-presidente, Celso Amorim elogiou a “surpreendente” resistência psicológica do correligionário na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, mas ressaltou o abatimento de parte da população com o quadro.

 

“É triste para o povo brasileiro porque, na realidade, como o próprio Lula disse, a tentativa é de prender um projeto, mas ele também disse que não se podem prender os sonhos do povo. Quanto ao Judiciário, tenho dúvidas porque depois do que ocorreu com o pedido de habeas corpus quando chegou ao Supremo, ficamos na dúvida se o Judiciário se sente suficientemente forte para tomar as decisões que deve tomar, e nesse caso é justamente a inocência do presidente”, avaliou o diplomata, em referência ao questionamento que ainda não foi analisado pelo STF.

 

O ex-ministro das gestões do próprio Lula e de Dilma Rousseff condicionou o retorno do país para a normalidade institucional à libertação do ex-presidente: “O Brasil só pode ser considerado democrático efetivamente quando Lula estiver liberado para participar da vida política. Acho que isso é fundamental”.

 

Neste período de cárcere do petista, chamaram a atenção algumas afirmações de oficiais da cúpula das Forças Armadas admitindo ‘pegar em armas’ caso Lula seja solto, atentando contra a Justiça. Apesar de considerar grave este tipo de conduta, Celso Amorim procurou relativizar.

 

“Essas declarações incisivas são todas de militares da reserva, pelo menos as que eu ouvi. Não quero minimizar porque sei que eles têm alguma influência, acho preocupante porque mesmo sendo militares da reserva, é óbvio que tem um significado diferente do que qualquer outra pessoa aposentada fala. Essa ameaça ao Judiciário é surpreendente. Até o momento em que o Judiciário foi fazendo tudo em um determinado sentido, ele era muito bem considerado. É uma coisa completamente descabida”, completou o diplomata.

 

Ouça a íntegra da entrevista de Celso Amorim:

 

 

Entrevista em 11.04.2019

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