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Cimi: “Há interesses por trás de mineração em terras indígenas”

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O recente anúncio do governo de Jair Bolsonaro, por intermédio do ministro de Minas e Energia almirante Bento Albuquerque, de que pode autorizar a mineração em terras indígenas demarcadas provocou indignação dos órgãos que representam os povos nativos.

 

O secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário Cleber César Buzatto destacou que a iniciativa da nova gestão Federal serve apenas para encobrir o atendimento a demandas de investidores estrangeiros.

 

“Há um interesse por trás desses discursos que beneficiam grandes conglomerados empresariais de outros países. O discurso do presidente que ataca os povos como se tivessem a intenção de atentar contra a soberania nacional encobre uma intencionalidade de entregar para outros países as riquezas naturais do Brasil. É necessário fazermos essa denúncia com muita clareza para que as pessoas possam entender e não se deixem ludibriar”, afirmou.

 

A declaração do ministro se deu no último dia 4 de março, no evento da Prospectors and Developers Association of Canada, indicando que tal ação traria “benefícios para essas comunidades e também para o país”.

 

Atualmente alguns segmentos empresariais utilizam o argumento de que a demarcação de terras indígenas pode propiciar aos nativos uma futura independência desses territórios do Brasil. Entretanto, a Constituição veda esse tipo de interpretação, já que estas regiões demarcadas são consideradas terras de propriedade da União.

 

“Se pegarmos a história do nosso país, temos muitas situações em que os povos indígenas atuaram lado a lado com as Forças Armadas brasileiras na defesa da fronteira do território nacional. Portanto, fazer esse discurso atentatório contra o direito dos indígenas é injusto, não há demanda em nenhum momento relativa a qualquer perspectiva de independência do Estado dos povos indígenas”, lembrou Cleber.

 

As manifestações dos integrantes da cúpula do governo têm incentivado mineradores ilegais a ocupar os territórios demarcados para realização de suas atividades.

 

“Essa semana chegaram informações que estamos checando por meio de nossas equipes de que entre os indígenas do Xingu, nos estados do Paraná, Mato Grosso, a invasão estaria se dando em uma área de ocupação de grupos isolados. Sabemos que há um alto potencial de risco para esses povos, tanto em função da possibilidade de serem atacados pelos invasores, como também o risco de serem contaminados por doenças contra as quais eles não têm resistências. Podem estar havendo situações de genocídio que nos preocupam”, alertou o secretário-geral do Cimi.

 

Ouça a entrevista de Cleber César Buzatto na íntegra:

 

 

Entrevista em 14.03.2019

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