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Congresso de Policiais Antifascismo debate desmilitarização e reforma

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O anúncio do aumento do número de mortes provocadas por policiais no Rio de Janeiro coincide com a realização na cidade do 2º Congresso de Policiais Antifascismo, que reúne agentes de segurança públicas de todo país nos dias 28 e 29, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

 

O evento vai discutir, além da violência urbana promovida por agentes do Estado, questões relativas às corporações policiais, como o fim do inquérito policial, a desmilitarização na perspectiva da carreira única e até os impactos da reforma da Previdência sobre os trabalhadores da segurança pública.

 

Um dos coordenadores do movimento, o delegado de Polícia Civil Orlando Zaccone comemorou a realização deste segundo encontro e falou sobre a expectativa de reunir agentes de diversas regiões do país para o debate.

 

“Estamos recebendo policiais de todo Brasil, lideranças do movimento de Policiais Antifascismo em suas regiões, que estão vindo do Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, em um congresso que vai ter uma representação muito grande, mas temos a tradição de manter um diálogo com a sociedade”, disse.

 

Um dos destaques da mesa de abertura do congresso será a presença do chargista Carlos Latuff, que teve uma de suas obras vandalizada na última semana pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) em uma exposição na Câmara em homenagem ao Dia da Consciência Negra.

 

“Como policiais antifascismo, vamos dizer que a obra do Latuff não nos ofende porque entendemos que as políticas de segurança militarizadas, violentas, genocidas e que reproduzem o racismo institucional não são definidas pelos policiais, muito pelo contrário. Os policiais são jogados nessas políticas que são definidas pelo poder político jurídico e vamos fazer esse desagravo”, comentou Zaccone.

 

Além do chargista, o debate inicial entitulado ‘Como construir a luta antifascismo no Brasil’ contará com o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Nildo Ouriques, o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Paulo Rodrigues, o cientista político Mauro Iasi e a integrante da Rede de Movimentos e Coletivos contra a Violência Maria Dalva.

 

No evento acontecerá também uma homenagem ao músico Marcelo Yuka, militante histórico pelos direitos humanos, morto no início deste ano.

 

O delegado de Polícia Civil comentou também as investigações da morte da vereadora Marielle Franco, especialmente após o depoimento do porteiro citando o presidente Jair Bolsonaro. Zaccone lembrou que as dúvidas em relação às declarações do encarregado da portaria do condomínio onde moram o presidente da República e Ronnie Lessa, um dos acusados pelo assassinato, comprometem a corporação.

 

“Não estão colocando o porteiro como suspeito, estão colocando como suspeita a Polícia Civil do Rio de Janeiro porque a argumentação é que o porteiro foi induzido a dar aquele depoimento. É muito mais grave porque para eles fundamentarem a existência de um falso testemunho, deveria ter uma motivação. Ninguém faz um falso testemunho sem ter intenção e essa intenção eles não conseguiriam definir o porquê. Agora estão querendo jogar uma briga política e que está sendo conduzida para enfraquecer ou atacar a família Bolsonaro, e coloca na rota de colisão o presidente e o governador Wilson Witzel”, argumentou.

 

Ouça a entrevista de Orlando Zaccone na íntegra:

 

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