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Corte de verba de Bolsonaro ameaça realização de Censo 2020 pelo IBGE

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A política de austeridade nos gastos públicos promovida pelo governo de Jair Bolsonaro põe em risco a realização do Censo 2020, de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O orçamento estimado pelo órgão para elaborar a pesquisa em todo país é de R$ 3,4 bilhões. No ano passado, o instituto obteve a liberação de R$ 200 milhões pela gestão de Michel Temer para iniciar a aquisição dos equipamentos para o trabalho, no entanto, eram necessários aproximadamente R$ 150 milhões a mais.

 

Além disso, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou recentemente a necessidade da aplicação de um questionário reduzido no Censo, em uma clara intenção de diminuir os custos do estudo aos cofres do Governo.

 

“O recenseamento é a maior pesquisa que o IBGE tem, ajuda a construir as políticas públicas e até mesmo o plano de trabalho da própria iniciativa privada. A gente precisa de mais de R$ 3 bilhões para realização do censo e o governo fala que, a princípio, não vai liberar esse orçamento”, relatou o diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (ASSIBGE-SN) Paulo Lindesay.

 

“A gente entende que o censo tem de ser feito como foi planejado, não existe a possibilidade de diminuir, pelo contrário. Não há como se fazer essa diminuição do censo sem que não haja nenhum tipo de consequência grave para o país”, continuou.

 

A pesquisa em domicílios brasileiros, realizada a cada dez anos, levanta informações de caráter populacional e é executada pelo instituto desde 1940. Para a próxima edição, o IBGE planeja contratar 250 mil trabalhadores temporários, que devem visitar aproximadamente 60 milhões de residências nos mais de 5570 municípios do Brasil.

 

“Se o governo não tem esse retrato do país, se torna muito mais difícil a realização de políticas públicas, além de quebrar uma série histórica. Interfere também na produção de dados para organismos internacionais, inclusive a ONU, que coloca como diretriz para o país a realização de um censo”, alertou o dirigente.

 

Outro problema enfrentado pelo IBGE é a diminuição do quadro de servidores concursados. A partir da década de 1990, o instituto iniciou um processo de substituição de profissionais permanentes por trabalhadores temporários, o que prejudicou o rendimento das pesquisas realizadas.

 

Atualmente o órgão conta com cerca de 5 mil funcionários, sendo que 1500 deles estão em abono de permanência, ou seja, em vias de se aposentar.

 

“Quando começar a discussão da reforma da Previdência, os trabalhadores que estão com possibilidade de aposentadoria imediata provavelmente pedirão o benefício e o IBGE será um órgão com 3500 pessoas. O ex-presidente Roberto Olinto disse que é impossível o IBGE ser gerido com tão poucos funcionários”, ressaltou Lindesay.

 

Ouça a entrevista de Paulo Lindesay na íntegra:

 

 

Entrevista em 13.03.2019

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