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Dirigente do Sindipetro-RJ ressalta importância geopolítica do petróleo

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A entrega do patrimônio brasileiro ao capital internacional tem se tornado uma constante no governo Bolsonaro. A privatização das estatais, além de conferir um caráter de vulnerabilidade do país aos interesses estrangeiros, deixa a população refém do grande capital, que visa apenas o lucro e pratica as condições mais favoráveis a este objetivo.

 

No caso das reservas de petróleo, a gravidade da situação se amplifica, já que o minério conta não apenas com seu alto valor comercial, mas é um importante componente na disputa de poder entre as nações mundo afora. O domínio da produção e exploração da fonte de energia ainda predominante no planeta confere vantagens a quem o tem.

 

A relevância geopolítica do petróleo foi um dos argumentos utilizados pelo diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e mebro da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) Antony Devalle para condenar o leilão do excedente do pré-sal que acontece hoje (06) no Rio de Janeiro.

 

“A questão geopolítica é talvez a mais importante de todas envolvendo essa questão do leilão porque estamos vivendo em um mundo onde o petróleo, apesar de haver outras fontes de energia se desenvolvendo, ainda é crucial tanto por si, quanto pela petroquímica. Há vários países do centro do capitalismo mundial que têm dificuldade de recursos de energia. Para você conseguir petróleo no Oriente Médio, muitas vezes os Estados Unidos e outras potências da OTAN precisam fazer guerras e, além do custo financeiro, você tem um custo político gigantesco”, comentou.

 

“Aqui no Brasil não há necessidade disso. Você chega e ‘molha a mão’ de alguns, convence com a mídia mais diretamente corporativa a grande parte, alinha em outra parcela e isso vai passando como se nada fosse”, prosseguiu na crítica o dirigente.

 

Diante deste cenário, Devalle indicou os atores que disputam o controle do poderio econômico no mundo, todos com participação direta de suas empresas na venda das jazidas da cessão onerosa do petróleo nacional.

 

“Temos de um lado os atlantistas mais uma vez, o pessoal da OTAN, capitaneados pelos Estados Unidos, mas do outro lado temos o poder eurasiático. Hoje há uma aliança estratégica envolvendo a China e a Rússia como nunca antes. A China que tem possibilidade de se tornar a primeira economia do mundo, e a Rússia, que dito por um general da OTAN, já está ultrapassando tecnologicamente do ponto de vista militar a própria OTAN. Nesse contexto é que o Brasil serve como o grande fornecedor de petróleo para desestabilizar a estratégia da Eurásia, garantir um fornecimento tranquilo para as potências centrais do capitalismo atlantista e dificultar uma contra-hegemonia”, analisou.

 

“Para além das questões financeiras que são fundamentais, o Brasil, como em todos os ciclos da história, mais uma vez vai ter a extração de recursos naturais que em vez de servirem para o povo brasileiro, seu desenvolvimento como país, vai servir para outros países e outros povos”, continuou o diretor do Sindipetro-RJ.

 

NEGOCIAÇÃO SALARIAL

Os sindicatos que compõem a FNP votam esta semana o Acordo Coletivo de Trabalho proposto pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). As assembleias devem ir até a próxima quinta-feira (07) e, apesar do indicativo de não aprovação, o petroleiro acredita que o documento seja aprovado.

 

“Ainda estamos indicando a rejeição da proposta e que se aprove uma greve porque se considera que a privatização mais a fundo é facilitada com o rebaixamento de direitos no ACT. Não que se mantivesse o mesmo ACT impediria por si só o avanço da privatização porque isso já estava acontecendo e continuaria, mas quanto menos passivos trabalhistas potenciais tiver, mais facilmente vai avançando a privatização. E por acreditar que hoje a maior parte da produção de óleo e gás do país está em território no qual a FNP atua. Se de fato a FNP fizesse uma greve para valer, isso poderia mudar o cenário”, concluiu.

 

Ouça a entrevista de Antony Devalle:

 

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