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Editorial – 02.12.2019

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São necessários muita reflexão e paciência, afinal de contas não estamos frente a um governo qualquer. Além de Bolsonaro declarar em alto e bom som que quer destruir tudo aquilo que foi construído principalmente no século XX, buscando dotar nosso país de mínimos instrumentos para um desenvolvimento próprio, o seu governo é marcado por um conjunto de provocações. Na semana passada, tivemos, por exemplo, dois desses exemplos muito gritantes.

 

O primeiro deles foi a nomeação claramente de um racista para a Fundação Palmares. A Fundação Palmares foi criada justamente para consolidar a afirmação de políticas que visem diminuir, atenuar uma situação que é estrutural no nosso país e que á gravíssima, diz respeito à exclusão dos negros, algo que vem se consolidando no país desde o nosso passado onde marcamos uma dita abolição da escravatura que, na verdade, apenas aprofundou uma política de exclusão em relação aos negros. A consequência é muito clara para um país de pobres e miseráveis e predominantemente de pretos, onde uma parcela significativa da população brasileira é massacrada todos os dias nas ruas e nas instituições.

 

A nomeação desse cidadão para a Fundação Palmares é uma clara provocação, e provocação também foi essa prisão dos quatro brigadistas em Alter do Chão. Isso apenas reforça uma propaganda que vem sendo feita por setores militares de que o grande problema da Amazônia são as ONG’s, e agora parece que isso repercute junto às autoridades policiais e à própria Justiça. Foi a polícia que prendeu esses rapazes e, principalmente, conseguiu uma determinação da Justiça para mantê-los presos de forma absolutamente ilegal, provocativa, de forma a desrespeitar o trabalho que dezenas de ONG’s fazem na Amazônia e que procuram atender ao reclamo que a natureza e o homem da Amazônia reivindicam.

 

Por isso, lamentamos e chamamos atenção, estamos frente a um governo inusitado, que quer destruir instrumentos importantíssimos do desenvolvimento brasileiro, vender os nossos ativos principalmente para potências militares estrangeiras e, ao mesmo tempo, afrontar a nossa população manipulando a Justiça, a polícia e continuando a apontar um conjunto de iniciativas que são verdadeiras provocações. Por isso, mais do que nunca é necessário estarmos atentos, mas, especialmente, nos dirigimos aqui aos tais Poderes constituídos da República, principalmente o Poder Judiciário.

 

Como é possível desde a campanha eleitoral do ano passado assistirmos, sem nenhum tipo de providência mais grave da própria Justiça Eleitoral ou do Supremo Tribunal Federal ou o que seja, providências contra um governo que atenta contra as leis, contra a soberania nacional, contra a Constituição e, ao mesmo tempo, continua posando de governo constitucionalmente eleito. Para onde estamos indo? Esta é a pergunta que qualquer cidadão com o mínimo de consciência e responsabilidade deve fazer nesse momento.

 

Ouça o comentário de Paulo Passarinho:

 

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