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Editorial – 05.01.2022

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O negacionismo do governo de Jair Bolsonaro sofreu mais uma derrota clamorosa ontem (04). A tal da consulta pública convocada pelo Ministério da Saúde para saber a opinião dos brasileiros a respeito da necessidade de prescrição médica para vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 mostrou que a maioria da população rejeita a medida.

 

Participaram dessa consulta pública, de acordo com a secretária-extraordinária de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, 99.309 pessoas e entidades, mas não foi divulgada a porcentagem de rejeição da obrigatoriedade de prescrição médica para imunização dos pequenos

 

Além disso, a maioria também negou que a vacinação seja obrigatória. De toda forma, o resultado dessa consulta, algo absolutamente inédito na história do nosso país, mostra que o discurso antivacina defendido por Bolsonaro e referendado pelo ministro Marcelo Queiroga só tem eco no próprio Palácio do Planalto e no cercadinho do Alvorada.

 

Obrigar que alguém precise de indicação médica para se vacinar, especialmente depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso dos imunizantes, é tão absurdo como defender a regulamentação da lei da gravidade, por exemplo. O bolsonarismo começa o ano eleitoral com mais uma derrota. Esperemos que elas se multipliquem em 2022.

 

Ontem também o prefeito do Rio Eduardo Paes tomou uma atitude mais do que necessária diante desse novo aumento do número de infecções pela Covid-19 no país devido à variante ômicron, potencializado pela epidemia de influenza. Ele cancelou a realização do tradicional carnaval de rua no município.

 

Após reunião com Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a associação dos blocos de rua do Rio, a Prefeitura anunciou a decisão. Ainda que mais de 90% da população do Rio de Janeiro tenha recebido as duas doses das vacinas contra a Covid, o risco de circulação do vírus e a produção de novas variantes é enorme. A decisão é acertada, mesmo que ela provoque aquele sentimento de tristeza nos foliões, carentes da festa há dois anos. Teremos de aguardar que o número de casos diminua.

 

A nossa torcida é para que o próximo carnaval do jeito que ele sempre se deu no Brasil aconteça sem o fantasma de Jair Bolsonaro na Presidência. Aliás, uma nova cirurgia abdominal do presidente foi descartada pelo seu médico, o cirurgião Antônio Luiz Macedo, após o quadro de obstrução intestinal apresentado pelo ex-capitão. Melhor assim, para que esse cidadão não utilize seu quadro de saúde como arma para recuperar popularidade. Sem o impeachment, a única alternativa para que Bolsonaro deixe o Palácio do Planalto deve ser as urnas, e o povo brasileiro mostrará seu desejo em outubro. O genocida não perde por esperar.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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