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Editorial – 05.04.2021

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As irresponsabilidades do bolsonarismo não dão uma pausa nem mesmo durante o período de Páscoa, época em que os cristãos, como Jair Bolsonaro diz ser, celebram a vida, representada pela ressurreição de Jesus Cristo. Entre os apoiadores do ocupante do Palácio do Planalto, o discurso reinante é o oposto, o da morte de milhares de brasileiros.

 

Os mais de três mil óbitos por dia em média no país por conta da pandemia de Covid-19 parecem pouco, na avaliação dos bolsonaristas, tanto que o ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, indicado pelo ex-capitão à Corte, autorizou a realização de cultos religiosos nas igrejas e templos para celebrar a Páscoa no último domingo (04), passando por cima dos decretos de governadores que proibiam as aglomerações para evitar a propagação do coronavírus.

 

Como disse o jornalista Leonardo Sakamoto em um de seus artigos para o site UOL, o magistrado quer ajudar os fiéis a encontrarem seu Criador antes da hora. Como era de se esperar, cerimônias em algumas localidades do país estiveram repletas de pessoas, que não respeitaram o distanciamento social recomendado pelas autoridades de saúde. Mais uma para a conta dessa turma que não tem qualquer respeito à vida.

 

Aliás, outro péssimo exemplo foi dado pelo próprio Jair Bolsonaro. No último sábado (03), primeiro dia de vacinação contra a Covid-19 para pessoas com 66 anos em Brasília, idade do presidente, o político não compareceu a nenhum dos postos para ser imunizado, e também ainda não confirmou se irá se vacinar.

 

Bolsonaro afirmou, no mesmo dia, ao lado do novo ministro da Defesa general Braga Neto, que sua guerra não é política, isso após trocar toda a cúpula das Forças Armadas. Fato é que lideranças policiais ditas de baixa patente, alinhadas ao discurso do chefe do Executivo, vêm tentando incitar demais agentes contra governadores nas medidas de restrição de circulação determinadas por conta da pandemia.

 

O diagnóstico é de analistas do setor, que percebem focos de insatisfação nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Espírito Santo, bem como na Bahia, onde, na última semana, foi morto por seus pares o soldado Wesley Santos, após disparar contra eles em um surto psicótico. Nós já alertamos aqui no programa há algum tempo para essa tentativa do bolsonarismo em capturar em sua retórica autoritária as forças de segurança estaduais.

 

O curioso é que enquanto o país está vivendo um verdadeiro caos, sem verbas para aplicar na saúde, Jair Bolsonaro se aproveita do dinheiro público para gozar de férias em plena pandemia. Nos dias em que esteve em Santa Catarina e São Paulo, para passar as festas de fim do ano, o ex-capitão e sua comitiva gastaram pouco mais de R$ 2,3 milhões de recursos da União, verba que seria suficiente para pagar o auxílio emergência de R$ 600 para aproximadamente 4 mil brasileiros. Em uma gestão genocida, as prioridades passam longe da preservação da vida das pessoas.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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