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Editorial – 06.10.2021

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A CPI da Pandemia no Senado entrou essa semana na reta final dos seus trabalhos, os depoimentos devem ser encerrados nesta quinta-feira (07) para que o relator Renan Calheiros (MDB-AL) prepare o seu texto. A expectativa é que a votação do relatório final aconteça no próximo dia 20. Os parlamentares governistas devem também apresentar um documento alternativo para apreciação da comissão, que não terá maiores repercussões.

 

Os senadores ouviram ontem (05) o empresário Raimundo Nonato Brasil, sócio da empresa VTCLog, distribuidora de vacinas contra a Covid-19 e que tem um contrato com o Ministério da Saúde eivado de irregularidades. As principais suspeitas repousam sobre um aditivo a esse contrato 18 vezes maior do que o valor recomendado por técnicos da Pasta, a mando do ex-diretor Roberto Ferreira Dias.

 

A comissão também apurou que a empresa movimentou, nos últimos dois anos, R$ 117 milhões, em transações que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) considerou suspeitas.

 

A respeito do aditivo ao contrato que eu citei há pouco, o sócio da VTCLog disse que ele se deu pela alta demanda provocada pela pandemia. Além disso, Raimundo Nonato afirmou que a sua empresa não recebeu um centavo sequer do Governo Federal para a realização do trabalho, pelo contrário, já teria investido R$ 30 milhões para a compra de equipamentos que pudessem armazenar as doses dos imunizantes em temperaturas baixíssimas, na casa dos -70°C, além de embalagens especiais para o transporte da carga.

 

Sobre os boletos em nome de Roberto Ferreira Dias, Raimundo Nonato comentou que o ex-diretor do Ministério da Saúde era cliente de uma outra empresa do grupo, a Voetur Turismo, e que ele teria apenas efetuado pagamentos, e não recebido vantagens. Enfim, não houve nada de muito relevante durante o depoimento desse senhor à CPI.

 

A expectativa maior na comissão é para os indiciamentos que serão propostos pelo relator, incluindo o do presidente Jair Bolsonaro. Renan Calheiros já deixou claro que o chefe do Executivo será implicado, que a CPI “não vai falar grosso na investigação e miar no relatório”.

 

Esperamos mesmo que Jair Bolsonaro, líder máximo desse morticínio que se dá no país, com quase 600 mil mortes provocadas pela Covid-19, com tentativas de corrupção, conluio macabro com operadora de plano de saúde para utilização de medicamentos sem eficácia, seja devidamente incriminado e pague por isso. É o que todos nós brasileiros esperamos.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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