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Editorial – 07.01.2021

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O que muita gente temia, acabou acontecendo ontem lá nos Estados Unidos. A tentativa de golpe do presidente Donald Trump, derrotado nas eleições de novembro passado, se configurou após uma invasão de um grupo de apoiadores ao Congresso estadunidense no momento em que era realizada a sessão que confirmaria o Democrata Joe Biden como novo chefe da maior potência imperialista do mundo.

 

Os manifestantes depredaram o interior do Capitólio, pelo menos uma pessoa foi ferida a bala no confronto com policiais em cenas de terror que lembraram as insurreições das mais frágeis republiquetas. Os parlamentares foram levados para um setor isolado no subsolo de um dos prédios do Congresso para que se mantivessem em segurança. A prefeita de Washington decretou toque de recolher na capital dos Estados Unidos na tentativa de evitar maiores desdobramentos. Uma bomba foi encontrada na sede do partido Republicano em Washington, outra no próprio Capitólio.

 

O vice-presidente e líder do Senado Mike Pence rechaçou a violência algumas horas depois de ter afirmado que não tentaria impedir a vitória de Biden para atender a um pedido do correligionário. Donald Trump, aliás, chegou a fazer um discurso inflamado pouco antes da sessão do Congresso incitando seus apoiadores a não aceitarem o resultado nas urnas. O presidente disse “não vamos desistir jamais. Não reconheceremos”, se referindo à vitória do Democrata.

 

O presidente eleito, em um pronunciamento em rede nacional, disse o seguinte: “As palavras de um presidente importam, não importa o quão bom ele seja. As palavras de um presidente podem incitar. Peço ao presidente Trump que vá à televisão manter o seu juramento e obedecer a Constituição, por um fim a isso. Não é manifestação, é insurreição”.

 

Os próprios aliados dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, se disseram estarrecidos com o que acontece no país. Agora os desdobramentos são imprevisíveis. O protofascista Trump vinha ensaiando há dias esse tipo de movimentação na tentativa de promover uma insurreição que o obrigue a decretar uma intervenção militar que o mantenha no poder.

 

Mais do que o desenho de um golpe naquela que era tida como a maior democracia do planeta, esse episódio pode ter consequências nefastas especialmente na América do Sul. O avanço do neofascismo se dá a galope e Jair Bolsonaro tem o cavalo encilhado para promover algo semelhante no Brasil em 2022. Não é por acaso que o presidente da República está empenhado em facilitar o acesso de seus apoiadores a armamentos, reduzindo sistematicamente a rastreabilidade das munições e desburocratizando a importação de armas.

 

Se faz urgente a organização das forças democráticas no nosso país desde já para que o ex-capitão seja retirado do poder por meio de um processo de impeachment, e motivos não faltam para isso. Do contrário, corremos o risco de sofrer com uma nova e sangrenta ditadura no Brasil.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes

 

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