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Editorial – 09.11.2020

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Eu tenho visto muita gente aqui no Brasil comemorar efusivamente essa vitória eleitoral do Joe Biden, do partido Democrata, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, dando fim a essa gestão anacrônica do Donald Trump, mas a grande questão é que a única diferença é que não mais teremos no comando da maior potência imperialista do mundo uma figura autoritária, negacionista em relação à pandemia, que trata o aquecimento global como um plano dos comunistas para dominarem o mundo, entre outros absurdos. Biden seguirá mantendo a América Latina como seu quintal e deve ampliar ainda mais a estratégia belicista estadunidense.

 

A respeito dessa insistência de Trump em não aceitar a derrota nas urnas, essa tática de contrainformação faz parte dessa guerra híbrida imposta pelo ainda presidente dos Estados Unidos desde o início de seu mandato e copiada à risca por Jair Bolsonaro. Isso é apenas uma prévia do que poderemos ter em 2022 por aqui.

 

E esse episódio inacreditável ocorrido no Amapá, onde 13 dos 16 municípios sofrem com um apagão há uma semana provocado pela companhia privada que distribui energia no estado. Desde o último sábado, o transformador danificado voltou a operar parcialmente e a Companhia de Eletricidade do Amapá estabeleceu um sistema de rodízio de energia, com 6 horas de fornecimento em cada município por dia. É uma situação tão surreal que fica até difícil comentar. Eu vou ler um texto publicado pela Mídia Ninja no final de semana para que vocês entendam o tamanho do problema e os responsáveis por esse verdadeiro caos no Amapá.

 

Houve negligência da empresa espanhola Isolux, responsável pela subestação que teve os transformadores danificados em incêndio no Amapá, provocando o apagão em praticamente todo o estado. O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) cobrou uma ação mais dura da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relação à empresa, conforme noticiaram em nota.

 

O Amapá entrou no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2015 por meio do Linhão Tucuruí-Macapá-Manaus. A estação que abastece o Amapá, de responsabilidade da Isolux, tem três transformadores. No incêndio um deles explodiu e outro foi avariado. “O terceiro transformador deveria ser o backup do sistema e estava há 6 meses em manutenção. Foi uma gravíssima negligência por parte da empresa espanhola”, aponta o senador Randolfe Rodrigues em entrevista à CBN. O próprio presidente Bolsonaro, em vídeo, falou que o terceiro transformador não funcionava desde dezembro de 2019.

 

Os eletricitários do CNE já haviam alertado a Casa Civil, em reunião em outubro de 2019, para a construção de uma segunda casa de força na hidrelétrica Coaracy Nunes para reforçar o sistema do estado. Isso ajudaria com a adição de mais 220 megawatts à geração elétrica do Amapá que sofre com intensas descargas atmosféricas. Para Randolfe, outra gravidade foi a omissão da Aneel desde o primeiro momento, já que é responsável pela fiscalização”.

 

Esse episódio nada mais é que a combinação de empresas privadas negligentes com um Estado que não fiscaliza as concessões, algo que já acontece há décadas aqui no Brasil. Foi a Eletrobras, que esses ultraliberais querem privatizar, que teve de ir lá no Amapá intervir neste episódio, e a turma do Paulo Guedes segue defendendo a entrega das nossas estatais. Continuaremos aqui no Faixa Livre denunciando esses absurdos promovidos pelos interesses do capital estrangeiro com a anuência do governo Bolsonaro.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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