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Editorial – 11.02.2020

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Farei apenas dos breves comentários: o primeiro diz respeito a todo esse mistério que cerca a execução do Adriano, ex-capitão do Bope, miliciano, diz a própria polícia do Rio, comandante do tal do ‘Escritório do crime’ que teria dois dos seus integrantes como supostos assassinos de Marielle, além de todo o mistério que envolve essa execução estranhíssima por parte da polícia baiana, afinal de contas o tal do Adriano encontrava-se em um sítio em área rural, a casa estava cercada, por que razão houve a execução?

 

Essa é uma questão que está em aberto até porque o próprio advogado de Adriano afirmou que, na terça-feira passada, há uma semana, teve um contato telefónico com o tal capitão Adriano, ele tinha consciência que a polícia organizava um cerco a ele na Bahia e adiantou ao advogado que possivelmente seria morto. Mesmo se viesse a ser preso, seria morto dentro da prisão porque interessaria o seu desaparecimento por conta de todas as informações que dispunha, e informações que em vários episódios da vida desse Adriano se confundem com as atividades da família Bolsonaro como parlamentares, não só o Bolsonaro, mas seus filhos também, e até mesmo como empresário, se é que podemos chamar essas atividades do Adriano como atividades empresariais.

 

O outro comentário diz respeito à decisão dos Estados Unidos que aproveitou uma brecha criada pelo próprio governo Bolsonaro ao reivindicar sua entrada na OCDE. A OCDE é uma espécie de clube de ricos onde aqueles que lá estão, não necessariamente ricos, mas subordinados aos Estados Unidos, abrem mão da sua condição de países em desenvolvimento. Com isso, o país perde uma série de prerrogativas no âmbito da OMC para defender sua indústria.

 

Vejam bem, o governo brasileiro, no auge do nosso processo de desindustrialização, com o Estado em situação deplorável por conta das políticas que inclusive de forma proposital enfraquecem esse Estado, nós agora teremos ainda maiores dificuldades, pelo menos junto aos Estados Unidos, para podermos utilizar determinados mecanismos de proteção ao nosso comércio e também de proteção à nossa indústria.

 

É uma verdadeira contradição. No momento em que a desindustrialização brasileira atinge o seu auge, nós agora estamos entregues inclusive a sanções que os Estados Unidos poderão aplicar ao Brasil caso tenhamos algum tipo de iniciativa no sentido de incrementar ou proteger o nosso comércio, exportações, assim como proteger a nossa indústria. São as contradições desse Brasil que precisa descobrir ou redescobrir os caminhos do desenvolvimento e, ao mesmo tempo, vai cada vez mais se aprofundando em relações promíscuas e subalternas com os Estados Unidos.

 

Ouça o comentário de Paulo Passarinho:

 

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