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Editorial – 14.05.2020

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O Brasil caminha a passos largos para se tornar o epicentro da pandemia do novo coronavírus e a liderança nessa triste estatística está diretamente ligada às posturas e decisões do presidente Jair Bolsonaro. Todos os dias o ex-capitão do Exército faz questão de reafirmar seu caráter genocida, preocupado com os ganhos do grande capital que ele defende no Palácio do Planalto. Já são mais de 12 mil mortes provocadas pela doença no país.

 

O desprezo do ex-capitão do Exército pela vida das pessoas produz situações difíceis de admitir que tenham vindo do líder da nação. Essa semana, por exemplo, o ministro da Saúde Nelson Teich foi surpreendido pela imprensa em entrevista coletiva a respeito da publicação de uma edição extraordinária do Diário Oficial da União onde Bolsonaro incluía academias, barbearias e salões de beleza como serviços essenciais, ou seja, que teriam permissão de funcionar neste período da Covid-19.

 

Constrangido, o titular do Ministério negou ter sido informado do decreto e que a autorização não teria passado por ele ou pelos técnicos da Pasta. A fisionomia de Nelson Teich deixava claro o tamanho do problema em que ele se meteu ao aceitar o convite de Bolsonaro para assumir o cargo na vaga de Luiz Henrique Mandetta. Aliás, o ex-ministro disse em entrevista recente à GloboNews que o pico da pandemia no Brasil só deve ser atingido no mês de julho.

 

Até lá, governadores e prefeitos vão lutando contra a teoria genocida de Bolsonaro. A maioria dos líderes do Executivo nos estados e municípios já negaram que irão atender esse último decreto que permite a abertura dos estabelecimentos citados. O Ministério da Saúde vem tentando estabelecer uma estratégia de gestão de riscos junto secretários estaduais, mas eles têm se recusado a endossar a proposta apresentada pelo Governo Federal. A irresponsabilidade do presidente da República começa a se traduzir nos seus índices de aprovação popular.

 

De acordo com pesquisa divulgada na segunda-feira pelo instituto MDA, a pedido da Confederação Nacional do Transporte, a avaliação negativa do desempenho pessoal de Bolsonaro subiu de 47% para 55,4%. Já o seu governo é visto como ruim ou péssimo por 43,4% da população, um salto de quase 13% em relação à pesquisa anterior, realizada em janeiro deste ano.

 

Ao invés de se preocupar em autorizar a abertura de estabelecimentos comerciais, Bolsonaro deveria concentrar seus esforços em abrir os leitos dos hospitais federais que estão inativos por falta de profissionais de saúde e insumos. No Rio de Janeiro, até o último domingo, havia mais de 1041 vagas nas unidades federais bloqueadas. Enquanto o presidente nega a pandemia, os brasileiros seguem morrendo sem atendimento nas filas dos hospitais.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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