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Editorial – 16.03.2020

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Esse final de semana nos deixa importantes lições. Em primeiro lugar, está claro que a epidemia do coronavírus chegou para valer no nosso país. Para que vocês tenham uma ideia, na última sexta-feira o número de infectados no nosso país era de 100, hoje o Ministério da Saúde já admitiu que chegou a 200. A escalada do número de casos faz com que evidentemente tenhamos toda preocupação porque os exemplos que vêm da China, da Itália e de outros países mostram muito bem que, nesse momento, o mais importantes são as medidas preventivas, ainda mais em um país como o nosso, onde temos um sistema de saúde precarizado por conta das políticas irresponsáveis dos liberais e onde, evidentemente, a esmagadora maioria da nossa população vive em péssimas condições de moradia, de trabalho, condições de vida.

 

É nesse sentido que reforçamos a importância de todos nós estarmos muito atentos com as medidas que são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo nosso Ministério da Saúde, recomendações que ontem foram desconsideradas de forma olímpica pelo senhor Bolsonaro, o atual ocupante da Presidência da República. Ele se congratulou com os manifestantes na frente do Palácio do Planalto, manifestantes que pregavam simplesmente a volta da ditadura militar, a volta do AI-5 e, ao mesmo tempo, atacavam o Congresso, o Supremo e os políticos em geral.

 

É a extrema-direita que volta às ruas ainda que em manifestações extremamente esvaziadas. A grande questão que se coloca, e essa é uma grande lição deste final de semana, é que está claro a irresponsabilidade deste senhor Bolsonaro e a irresponsabilidade não se dá apenas em torno das questões de saúde. É, principalmente, em relação ao nosso país, à economia, que nossa preocupação é maior porque estamos padecendo de um conjunto de medidas desse governo que são absolutamente antinação, antipovo, e é nesse momento que precisamos cerrar fileiras na busca por alternativas tanto políticas, quanto econômicas para o nosso país.

 

O processo que levou Bolsonaro à Presidência da República é eivado de irregularidades, tenho insistido que, não fora uma excepcionalidade institucional que tem como grandes responsáveis o Supremo Tribunal Federal, o Congresso e, eu destaco, o alto comando do Exército, nós não teríamos esse quadro absolutamente preocupante no nosso país. Bolsonaro é absolutamente desqualificado para exercer a Presidência da República e, mais do que isso, o programa que ele encarna é um programa que atenta contra a soberania nacional, a democracia e nos coloca em risco, essa é a grande lição.

 

Ao mesmo tempo, essa pandemia do coronavírus coloca de maneira muito clara a importância de temos um Sistema Único de Saúde fortalecido e, nesse sentido, é incompatível com determinadas leis que existem hoje no Brasil como, por exemplo, a Emenda Constitucional nº 95 ou mesmo a mal denominada Lei de Responsabilidade Fiscal. A rigor o que precisamos é demolir todo modelo liberal que tem nos guiado há mais de 25 anos porque esse modelo neoliberal nos compromete no presente e no futuro.

 

Mais do que isso, nós temos claro hoje que é necessária uma reunião de todos aqueles setores que têm a clareza, a sensibilidade de todos os malefícios desse modelo neoliberal para fortalecermos uma perspectiva diferente, que hoje volta a ser, de forma muito cínica, levantada inclusive por setores ligados à direita brasileira e a esse projeto liberal. Me refiro ao apelo que começa a surgir de setores do capital para o aumento do gasto público. É evidente que o gasto público em um momento como esse tem de ser utilizado, mas evidente que não para fortalecer bancos, multinacionais e o sistema do capital, mas para fortalecer o nosso povo, a perspectiva de um Estado que tenha condições de defender a nossa população conforme vai ficando muito claro frente a todos os desdobramentos dessa pandemia.

 

Por isso, mais do que nunca, se abre para as oposições verdadeiras no Brasil uma oportunidade ímpar de deixarmos claro qual é o país que nos interessa e, principalmente, quem são os nossos principais inimigos, não somente o coronavírus, mas essa praga que significa o modelo liberal.

 

Ouça o comentário de Paulo Passarinho:

 

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