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Editorial – 16.09.2019

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As feridas abertas no campo progressista depois das eleições do ano passado seguem se ampliando. Os frequentes ataques que Ciro Gomes faz à manutenção da candidatura do ex-presidente Lula pelo Partido dos Trabalhadores, à época preso e impedido de concorrer pela lei da ficha limpa, até o último momento, abrindo espaço para substituição por Fernando Haddad, ao que Ciro chama de estelionato eleitoral, bem como as alianças que o petista fez com setores do capital financeiro em suas gestões no Palácio do Planalto, especialmente os bancos, por uma suposta governabilidade, continuam provocando reações.

 

Na última sexta-feira, a presidente do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann respondeu às sucessivas criticas do político do PDT em suas redes sociais com o seguinte texto: “Está claro que Ciro fugiu para Paris em 2018: não aceitou o jogo democrático. Respeite ao menos o eleitor, Ciro. Foi ele quem escolheu levar Haddad, e não você, ao segundo turno”.

 

Gleisi se refere à viagem à Europa do ex-candidato pedetista após o resultado do primeiro turno das eleições, quando Ciro não participou da campanha de Fernando Haddad e sequer fez uma declaração de apoio formal à sua candidatura contra Jair Bolsonaro. O resultado todos nós sabemos. Hoje vamos entrevistar aqui no Faixa Livre o senador Cid Gomes, irmão de Ciro, e o questionaremos a respeito dessa cisão na esquerda. Cid, aliás, que provocou polêmica também durante o pleito do ano passado, quando disse, em evento, a militantes petistas a folclórica frase ‘o Lula tá preso, babaca’.

 

E as polêmicas entre PT e PDT no fim de semana não pararam por aí. O governador da Bahia Rui Costa, que é da legenda do ex-presidente encarcerado ilegalmente em Curitiba, declarou à revista Veja que o partido errou ao não ter apoiado Ciro Gomes após o impedimento à candidatura de Lula. Segundo ele, Ciro seria a única liderança capaz de derrotar o ‘antipetismo’.

 

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores emitiu uma nota rebatendo as declarações do governador baiano. De acordo com o texto divulgado, o PT considera que tomou a decisão correta ao lançar a candidatura de Fernando Haddad. O partido também argumenta que só perdeu as eleições presidenciais por conta de notícias falsas divulgadas pela campanha de Jair Bolsonaro com financiamento ilegal de empresas estrangeiras, contando com a omissão da mídia e da Justiça Eleitoral. Curioso é que as rusgas reaparecem logo após o recente encontro em clima amistoso entre Fernando Haddad e Ciro Gomes durante a cerimônia de abertura do Festival de Cinema de Fortaleza, duas semanas atrás.

 

Enquanto a disputa entre o discurso do ‘Lula Livre’ e o PDT se mantém, Bolsonaro permanece avançando em sua agenda regressiva, aprovando as reformas, destruindo a Amazônia, entregando o país ao capital financeiro externo, em aliança com os norte-americanos e com os milicianos, e implantando ao país um estado de tutela militar, como cansamos de alertar aqui no programa.

 

Enquanto a esquerda não curar suas feridas e procurar, com a responsabilidade que é devida, o entendimento contra o programa autoritarista do ex-capitão do Exército, que teve apoio maciço das elites liberais, é importante dizer, o povo brasileiro seguirá sofrendo com a ampliação das mazelas econômicas e sociais.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

 

Entrevista em 16.09.2019

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