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Editorial – 18.11.2021

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O ex-presidente Lula está em excursão pela Europa, como nós temos comentado aqui no programa nos últimos dias, e o petista tem atraído os holofotes do mundo, tanto que ontem (17) foi recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron no palácio presidencial, em Paris, com protocolo de chefe de Estado.

 

Sobre essa caravana do pré-candidato do PT ao cargo máximo da República eu faço a leitura da coluna do jornalista Bernardo Mello Franco, publicada ontem pelo jornal O Globo, que tem o título “A viagem de Lula”. Diz o Bernardo:

 

O ministro Onyx Lorenzoni está irritado com a viagem de Lula à Europa. O bolsonarista reclamou da cobertura da imprensa e acusou o ex-presidente de “falar mal do Brasil”. Fingiu confundir o país com o inquilino do Alvorada.

 

Lula tem usado o giro internacional para bater duro em Jair Bolsonaro. É o que se espera de qualquer candidato de oposição ao governo. Em Bruxelas, o petista citou o aumento da fome e do desemprego. Em Paris, lamentou a devastação da Amazônia e o fim do Bolsa Família.

 

Em clima de campanha, o ex-presidente temperou as críticas com mensagens de otimismo. “Apesar de tudo, digo com total convicção: o Brasil tem jeito”, afirmou, na segunda-feira. Foi a senha para dizer que ele próprio, Lula, está pronto e disponível para “reconstruir” o país.

 

O petista organizou uma agenda sob medida para mostrar prestígio internacional. Reuniu-se com o futuro chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, e será recebido hoje pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Bolsonaro não cultiva boas relações com a dupla. Ignorou o alemão no G20 e vive às turras com o francês desde que chegou ao poder.

 

Enquanto Lula negocia com os líderes europeus, o capitão faz mais um tour por ditaduras do Golfo Pérsico. Ontem ele se desmanchou em elogios à monarquia absolutista do Bahrein. Na véspera, visitou Dubai, sob controle da mesma dinastia desde 1833.

 

Diante de plateias acostumadas à censura, o presidente mentiu à vontade. Chegou a dizer que a Amazônia “não pega fogo” por ser uma floresta úmida. Um deboche com o aumento das queimadas registrado em seu governo.

 

Não é difícil apontar falhas e inconsistências nos discursos de Lula. Em palestra na Sciences Po, ele definiu a Lava-Jato como uma “quadrilha” montada para destruir a Petrobras. Omitiu políticos e empresários que confessaram desvios e devolveram dinheiro à estatal. Em outro momento, o ex-presidente desconversou ao ser questionado sobre a repressão a protestos em Cuba. Preferiu reclamar do bloqueio americano à ilha.

 

Apesar dos tropeços, o líder das pesquisas voltará para casa com uma imagem poderosa: foi aplaudido de pé no Parlamento Europeu. Mais do que qualquer discurso, essa cena explica a irritação dos bolsonaristas”.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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