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Editorial – 19.11.2021

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Nesse próximo sábado (20), será celebrado mais um Dia da Consciência Negra no nosso país, data que sempre provoca muita reflexão em uma sociedade eivada de preconceitos, onde a discriminação do povo preto se coloca de maneira latente, muitas vezes disfarçada em atitudes e termos repletos de significados criminosos.

 

A necessidade de se reafirmar direitos, de reforçar a ancestralidade, de se produzir saberes sobre os povos negros e suas influências, o clamor pelo fim da violência contra esses corpos, contra as múltiplas representações de desigualdades.

 

Um olhar atento para a nossa história, um resgate de tudo aquilo que os afrodescendentes têm enfrentado ao longo dos séculos, de uma escravidão que ainda não foi encerrada, de uma segregação que passa pelos mais diversos campos, é fundamental para que possamos entender o verdadeiro significado dessa data.

 

O nosso desejo é que esse dia, onde é lembrada a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes quilombolas desse país, nos apresente uma nova realidade que abomine, de uma vez por todas, a opressão racial no nosso país. Como se diz, não basta não ser racista, é necessário se antirracista.

 

Aliás, esse 20 de novembro também será palco para um outro ato cívico, que são esses protestos pelo ‘fora, Bolsonaro’, convocados pelas centrais sindicais, pelos movimentos sociais. As manifestações, marcadas anteriormente para o 15 de novembro, foram deslocadas para o sábado na intenção de mobilizar mais pessoas pela saída do ex-capitão do cargo máximo da República.

 

Os protestos foram convocados em diversas capitais do país, mais de 60 cidades já confirmaram atos, que vão questionar a situação de extrema pobreza que afeta o nosso país, o desemprego, o aumento quase que descontrolado da inflação, que inviabiliza o mínimo de dignidade para a população.

 

A luta por direitos é imperativa. Não dá mais para vivermos em uma sociedade que discrimina por cor, por gênero, por classe social, onde os detentores do capital hegemônico se aliam à retórica autoritária do bolsonarismo para ampliar as desigualdades e condenar a população da base da pirâmide a permanecer por lá indefinidamente. Pelo povo negro e pela saída de Jair Bolsonaro da Presidência nós nos unimos nesses atos do 20 de novembro e conclamamos a unidade de luta do povo brasileiro.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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