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Editorial – 22.05.2020

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Enquanto a população pobre morre esperando vaga nos hospitais públicos, os neoliberais seguem nadando de braçada no governo Bolsonaro. Ontem, o presidente da República, pressionado pela queda de popularidade e pelo aumento no número de óbitos provocados pela Covid-19, deixou a arrogância de lado e aceitou conversar com governadores a respeito daquele auxílio emergencial a estados e municípios aprovado pelo Congresso, mas que carece do aval do ex-capitão do Exército

 

A videoconferência, que contou com a participação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, David Alcolumbre, ao lado do presidente da República correu em clima de cordialidade. Até mesmo João Doria, que costuma criticar o ex-capitão do Exército de maneira contundente, baixou o tom. A tentativa de Bolsonaro dissipar as tensões de situações anteriores tem um motivo: ele pediu compreensão aos chefes de Executivos estaduais para sancionar a tal ajuda financeira vetando reajustes salariais aos servidores públicos até o fim do ano que vem. Pareciam todos velhos amigos reunidos em torno de um ideal: prejudicar o trabalhador brasileiro da base da pirâmide, mantendo os privilégios do andar de cima.

 

Com a aprovação do presidente, que deve acontecer no dia de hoje, a expectativa é que os recursos cheguem até o fim do mês a estados e municípios. Enquanto ataca o serviço público e condena a população a viver à míngua, a casta política sequer cogita uma reforma Tributária solidária, com taxação das grandes fortunas. Passa longe do ideário neoliberal medidas que reduzam de fato a desigualdade de renda existente no país.

 

E o ataque do Estado ao povo pobre não se dá apenas no campo econômico. Eu queria falar sobre mais um triste episódio de violência policial que aconteceu na última segunda-feira, mas que não cheguei a abordar aqui no programa. A morte do jovem João Pedro, de 14 anos, baleado dentro de sua casa no complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, em ação conjunta das polícias civil e federal.

 

Testemunhas disseram que os agentes invadiram a residência atirando. O rapaz, que não tem qualquer tipo de ligação com grupos criminosos, conforme os próprios policiais admitiram, foi atingido na barriga. Na casa, há pelo menos 72 marcas de tiros, de acordo com informações de moradores.

 

Ao povo da favela, não basta lidar com a tragédia de saúde provocada pela pandemia do novo cornavírus. Ele é obrigado a conviver com uma política de segurança genocida, com um Estado que elimina pretos e pobres, seja com vírus, seja com balas.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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