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Editorial – 22.11.2021

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Esse último final de semana nos reservou dois episódios de muita importância para o país. Primeiro, no sábado (20), além da celebração do Dia da Consciência Negra, os atos acabaram contemplando também a pauta do ‘fora Bolsonaro’, e infelizmente o movimento, dessa vez, foi esvaziado. Havia muito menos gente nas ruas do que nas últimas manifestações.

 

As centrais sindicais e os movimentos sociais precisam se debruçar sobre os motivos de os atos não reunirem um contingente semelhante aos que tivemos no meio do ano, por exemplo. De toda forma, o povo nas ruas, por si só, já é um bom sinal. É prova de que esse genocida tem oposição e que os brasileiros querem mudanças imediatas.

 

Já ontem (21), houve a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio, após toda aquela polêmica da interferência do Governo Federal no Enem, admitida pelo próprio Jair Bolsonaro. As provas tiveram o menor número de inscritos em 16 anos. Mas, para a surpresa de muitos, não houve questões que provocassem maiores polêmicas no que diz respeito à cruzada ideológica implementada pelo bolsonarismo.

 

Foram 90 questões de múltipla escolha divididas entre linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias, além da redação. O tema da redação, “invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”, aliás, foi elogiado por professores.

 

Além disso, a prova tratou de questões como racismo, escravidão, erotização da mulher, povos indígenas, movimentos sociais, população carcerária brasileira, havia trechos de músicas de Chico Buarque, Gonzaguinha e Zé Ramalho, além de uma charge do cartunista Henfil tratando da emancipação feminina.

 

O tema regime militar, algo que provocava temor em relação a uma tentativa de desvirtuação por parte do governo chamando o golpe de revolução, acabou não aparecendo nas provas. No próximo domingo (28), serão mais 90 questões, desta vez divididas entre Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.

 

Seguiremos atentos para que as denúncias dos servidores do Inep, destacadas na semana passada aqui no programa com uma entrevista do presidente as Assinep, sobre o ambiente de insegurança e insatisfação no órgão que organiza o Enem sejam apuradas e que qualquer tentativa de interferência seja punida. O povo brasileiro precisa de educação de qualidade e acesso à universidade pública e gratuita, livre de qualquer tipo de interferência ideológica.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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