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Editorial – 29.06.2020

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O velho ditado já dizia: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Assim o governo de Jair Bolsonaro deve ver a Lava Jato atualmente. Antes defensor ferrenho da operação anticorrupção, o presidente da República tornou-se mais um dos muitos críticos da força-tarefa que se coloca acima de qualquer suspeita. Não por acaso a Procuradoria-Geral da República, por intermédio da coordenadora da Lava Jato no órgão, Lindora Araújo, pediu acesso a dados sigilosos da força-tarefa nos estados.

 

Na quarta e na quinta-feira da última semana, ela, que foi nomeada por Augusto Aras, visitou o grupo no Paraná, após agendamento com antecedência. O encontro teria provocado desentendimento a respeito de transferência de informações sigilosas, segundo a força-tarefa.

 

Como resultado à ação da PGR, os procuradores da Lava Jato acionaram a Corregedoria do Ministério Público Federal como “medida de cautela e para prevenir responsabilidades”. Segundo um relato dos próprios procuradores, Lindora buscou acesso a procedimentos e bases de dados da força-tarefa “sem prestar informações” sobre a existência de um processo formal no qual o pedido se baseava ou o objetivo pretendido.

 

Como resultado dessa tentativa de interferência, três integrantes da Lava Jato deixaram a força tarefa. A PGR informou que a saída dos profissionais já estava prevista e disse também que a Lava Jato não é independente do Ministério Público e que a atuação deve se pautar pela lei e regras internas.

 

Fato é que a operação se aproximou perigosamente de alvos ligados ao bolsonarismo e Augusto Aras, um dos apoiadores do ex-capitão do Exército, vem recebendo pressão do chefe do Executivo para ter acesso a dados a respeito das operações. É notório que a Lava Jato comete uma série de ilegalidades desde que foi instituída, que ela atua com interesses políticos, mas enquanto mirava apenas o Partido dos Trabalhadores, todo apoio aos procuradores. Foi só Sérgio Moro, principal símbolo da operação anticorrupção, deixar o governo e apontar seu canhão para as tentativas de interferência do Palácio do Planalto para que o presidente atuasse contra a força-tarefa.

 

Para um governo que assume como dele obras que foram desenvolvidas em outras gestões, como aconteceu na inauguração de um trecho da transposição do Rio São Francisco, iniciada e desenvolvida durante o governo Lula, nada provoca constrangimento.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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