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Editorial – 31.08.2021

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Esta terça-feira (31) marca os cinco anos de um dos episódios mais sombrios e covardes da história política do nosso país, e que pode ser considerado o marco de todo esse retrocesso civilizatório que hoje o Brasil atravessa, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

 

Aquele golpe jurídico-político-midiático, que só foi possível pelo conluio entre a mídia dominante, leia-se Grupo Globo, o grande empresariado brasileiro, sedento por ampliar ainda mais os seus ganhos, o Legislativo e o Judiciário, que transformaram ações costumeiras de gestões anteriores em crimes de responsabilidade, validando o processo de criminalização da atividade política iniciado anos antes pela operação Lava Jato.

 

Só para lembrar, Dilma foi condenada pela prática das chamadas “pedaladas fiscais”, que consistem no atraso do repasse de verbas do orçamento do governo para bancos públicos que realizam pagamentos de programas sociais, neste caso do Plano Safra, e pela edição de decretos de abertura de crédito suplementar sem a autorização do Congresso.

 

Órgãos de Estado e o próprio Judiciário acabaram inocentando a petista anos depois, evidenciando a farsa que foi esse afastamento, conduzido por um cidadão que acabou preso pouco tempo depois, no caso o ex-presidente da Câmara deputado Eduardo Cunha.

 

Está cada dia mais evidente que a única intenção em tirar Dilma Rousseff do cargo máximo do nosso país era a destruição de políticas públicas e garantias sociais voltadas a reduzir, ainda que de maneira insuficiente, o abismo que há no país entre ricos e pobres, e que foi ampliado desde que Michel Temer foi alçado ao poder, a aprovação de reformas que aceleraram esse predomínio do ultraliberalismo, a entrega das nossas riquezas naturais, das empresas estatais ao capital estrangeiro, enfim, os efeitos colaterais são inúmeros.

 

Esse antipetismo que se estabeleceu também foi responsável pela chegada de uma figura absolutamente inepta ao Palácio do Planalto, que é o presidente Jair Bolsonaro. Além de assumir um cargo para o qual não tem a menor capacidade, vide os 28 anos de ostracismo enquanto deputado, onde só obteve destaque quando ameaçou adversários e cometeu atos de preconceito de todos os tipos, ele também trouxe a ameaça de um autogolpe de Estado.

 

Eu não quero me alongar muito nesse editorial por conta do tempo, mas, só para finalizar, vale ressaltar que, apesar das inúmeras falhas cometidas pelos governos do PT, de não terem combatido os problemas estruturais que afetam o nosso país há décadas, o partido foi tomado como bode expiatório e condenado por todos os males da política. Se essa injustiça histórica que foi o impeachment de Dilma e, posteriormente, a condenação de Lula à prisão pela Lava Jato, está mais do que provada, que os culpados por levarem o Brasil a esse poço sem fundo possam ser responsabilizados por isso e que o Partido dos Trabalhadores, caso volte à Presidência da República em 2022, não cometa os mesmos erros e rompa, definitivamente, com essa retórica ultraliberal que toma conta do nosso país.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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