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“Eletrobras não é uma padaria”, diz dirigente sindical contra privatização

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A ameaça de venda de ativos das empresas estatais pelo governo Bolsonaro se volta, entre outras, contra o sistema Eletrobras. Na tentativa de conter a sanha entreguista do Palácio do Planalto, entidades sindicais e movimentos sociais realizam nesta sexta-feira (13) uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para ressaltar a importância da empresa para o país.

 

A partir das 10h, deputados federais e estudiosos do complexo elétrico nacional vão se revezar aos microfones e esperam contar com as galerias repletas de pessoas favoráveis à manutenção do status público à Eletrobras. Um dos especialistas presentes à audiência é o engenheiro civil de Furnas e diretor do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ) Felipe Araújo.

 

“Estamos com uma expectativa muito boa, tivemos uma resposta excelente dos movimentos sociais, de outras categorias. Os Correios, por exemplo, que estão em greve, estarão em peso na Alerj, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), temos a UNE [União Nacional dos Estudantes] também com representantes, e os trabalhadores da nossa categoria estão muito engajados. Esperamos que assim como no governo Temer, a gente venha a lotar a Alerj para passar um recado bem claro aos parlamentares de que a Eletrobras não é uma padaria”, destacou.

 

Além dessa reunião no Rio, os dirigentes sindicais têm a intenção de realizar outras audiências públicas em diversas capitais do país nos próximos dias. As representações de trabalhadores das empresas do sistema elétrico querem apontar as perdas que o Brasil sofrerá com a privatização.

 

“Existem impactos muito significativos, inclusive está se fazendo uma discussão hoje em dia em âmbito nacional de que nem golden share mais teria com a privatização, que é, na teoria, uma salvaguarda ao Estado para que haja a garantia de que o interesse público será atendido. Caso o interesse público não seja atendido, o Estado possa retomar essa concessão ou tenha poder de veto dentro do conselho dos acionistas”, alertou Felipe Araújo.

 

O modelo de privatização sequer foi apresentado pelo Governo Federal. Entre os funcionários da estatal, o diretor do Senge destacou que há um ambiente de apreensão. Não há entendimento sequer para a formulação de um acordo coletivo anual que atenda aos interesses dos trabalhadores.

 

“O clima organizacional é péssimo. Na verdade, só pelo fato de você ficar em uma situação de limbo, não saber o que vai acontecer com sua vida e seu futuro, já seria horrível, mas ainda temos a questão de uma negociação de ACT muito ruim, onde a empresa a todo o momento quer demitir funcionários de qualquer maneira, está forçando um acordo coletivo de trabalho em que, pelo menos, 15% de toda a força de trabalho do grupo Eletrobrás poderia ser demitida, não estaria mais resguardada pela cláusula de proteção contra demissão em massa”, comentou.

 

Ouça a entrevista de Felipe Araújo:

 

 

Entrevista em 13.09.2019

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