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Especial Dia Nacional de Luta pela Educação

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A educação pede socorro. As seguidas declarações de integrantes do governo de Jair Bolsonaro e do próprio presidente em ataque às universidades públicas, a uma suposta ideologização do ensino e até mesmo ao filósofo Paulo Freire se transformaram em ato administrativo com o anunciado corte de 30%, em média, dos recursos discricionários para as instituições federais.

 

A medida foi considerada pelos profissionais de educação a gota d’água para a convocação de uma paralisação no chamado Dia Nacional de Luta pela educação, que acontece nesta quarta-feira (15) em todo o país.

 

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Oswaldo Telles

As demonstrações de apoio à mobilização nos últimos dias vieram de uma série entidades não apenas do ramo educacional. Sindicatos e organizações da sociedade civil vão engrossar as manifestações que acontecerão em todas as capitais e nas cidades mais importantes do interior.

 

Diversas instituições estão promovendo aulas públicas em ruas e praças ressaltando a importância da educação para o povo e denunciando as mazelas promovidas pela atual gestão do Palácio do Planalto contra conquistas sociais históricas.

 

“Espero um grande levante das universidades, de todo o setor da educação, em aliança com os trabalhadores para enfrentar essa política do governo que é de destruição, como esses cortes que estão sendo realizados que inviabilizam o funcionamento das universidades. Elas hoje representam não só a perspectiva de futuro da juventude, mas também a autonomia, a soberania do país na área da pesquisa, da ciência, do pensamento livre”, destacou a professora Wilma Pessôa, dirigente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (ADUFF).

 

Os servidores da instituição, aliás, realizam até o início da tarde um ato em frente à estação das barcas, em Niterói, para acrescentar ao movimento grevista e conscientizar os moradores da região oceânica fluminense.

 

Não apenas profissionais de escolas e universidades públicas participarão do movimento pela educação. Instituições privadas realizaram plenárias e anunciaram apoio à mobilização nesta quarta, conforme declarou Ligia Bahia, vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ADUFRJ):

 

Wilma Pessôa

Wilma Pessôa

“É uma mobilização nacional, não está ocorrendo só no Rio de Janeiro e em São Paulo, são todos os estados com muitas entidades envolvidas. A Academia Brasileira de Ciências, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, prefeitos, governadores, inclusive deputados que são da base governista estão apoiando nossa reivindicação de não haver cortes para educação. Se alguém queria colocar fogo no palheiro, conseguiu, porque é impressionante o apoio que conseguimos para essa causa que é de poder existir. Estão nos ameaçando de existir”.

 

Além dos eventos localizados, no Rio de Janeiro uma grande manifestação foi marcada para acontecer no Centro da cidade, em frente à igreja da Candelária, com concentração a partir das 15h. De lá, os manifestantes partirão em caminhada até a Central do Brasil.

 

A reivindicação pela valorização da educação no país não é a única pauta que será colocada nos atos. A demonstração de contrariedade à reforma da Previdência proposta pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes é outra bandeira de lutas para os manifestantes.

 

“Esse é o momento da briga contra o projeto da reforma da Previdência. Essa proposta é muito ruim, muito pior que a do [ex-presidente Michel] Temer, vai atingir em cheio principalmente a população que não sabe sobre isso. Há muita mentira na grande mídia e nas redes colocando que essa reforma vai fazer o Brasil melhorar, pelo contrário, nossa avaliação e de vários pensadores, inclusive alguns liberais, é de que essa reforma vai quebrar mais ainda o Brasil, deixar o país numa situação muito mais difícil. Esse é o debate que temos de fazer na sociedade”, lembrou o Oswaldo Telles, presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio).

 

Lígia Bahia

Lígia Bahia

O engajamento para o ato vem ganhando corpo também entre os alunos de escolas públicas e privadas. O estudante Hélio, do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, tradicional reduto de resistência na zona sul do Rio de Janeiro, avaliou com alegria a empolgação dos seus colegas de classe.

 

“Por parte do nosso colégio e de muitos outros, é nítido que os alunos vêm tendo interesse no ato. Houve muitos que disseram que nunca participaram de manifestações, mas hoje vão porque é o nosso futuro. Nunca havia visto tanta movimentação, espero que realmente participem”, disse.

 

O estudante fez questão de lembrar que o contingenciamento de recursos prometido pelo Governo Federal não se resume às verbas discricionárias para os institutos e universidades federais.

 

“Não é somente o corte de 30%, mas há uma ameaça muito grande que seria a possibilidade de um corte de 40% que ele imaginou contra o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). As pessoas não conseguem entender que isso atinge tanto o ensino fundamental como o ensino médio diretamente. Todos vão ficar muito mais apreensivos quando ouvirem falar da possibilidade desse corte e não há nenhum plano para modernização, uma nova expectativa para o Fundeb”, alertou.

 

Ouças as entrevistas na íntegra:

 

 

 

 

 

Entrevistas em 15.05.2019

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