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“EUA é um monstro moribundo, está em retirada”, ressalta Kocher

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A rápida ascensão da China no cenário econômico mundial tem provocado uma situação até pouco tempo inimaginável: medidas comerciais e tributárias de retaliação dos Estados Unidos na tentativa de manter a hegemonia nas relações financeiras com o mundo.

 

O cenário que vem se desenhando deve-se a uma postura equilibrada dos sucessivos governos de Pequim diante do processo de globalização e coloca o país norte-americano dependente apenas de seu poderio bélico para tentar conter a derrocada, na avaliação do professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) Bernardo Kocher.

 

“Os chineses responderam em uma dose mais homeopática do que uma dose cavalar de retaliação, eles sabem o que estão fazendo. Algumas vitórias o governo Trump terá de imediato, mas no longo prazo o problema é que eles têm armas suficientes para destruir o mundo várias vezes, ninguém quer isso. Os Estados Unidos é um monstro moribundo, muito forte, com muita capacidade de articulação, mas está em retirada. É algo de longa duração e até meados deste século muitos de nós não estarão aqui para ver o novo panorama internacional”, citou.

 

Apesar de reconhecer que o país comandado por Xi Jinping não seja um modelo de democracia, o professor destacou a força do Estado chinês em comparação à política imperialista liderada por Donald Trump, que deixa de lado os dramas sociais enfrentados pelo povo.

 

“Por mais que possamos fazer críticas a tudo que a economia chinesa representa, seu sistema político, a população não está abandonada à própria sorte como está nos Estados Unidos. Grandes parcelas da população americana estão abandonadas, com todos os seus problemas sociais, então o desespero maior é americano”, disse Kocher.

 

Aliás, a chegada de Donald Trump ao poder tem acelerado o processo de desgaste do país no cenário global. A chave para o sucesso econômico no mundo, para o professor, está no emprego de recursos financeiros em tecnologia.

 

“O [ex-presidente] Obama tentou ampliar a capacidade tecnológica americana. O Trump não, quer resultados imediatos, quer comércio, e já tem conseguido até um apoio da população em virtude da diminuição do desemprego em relação a época em que fez campanha e ganhou eleição. Ele está com as cartas, mas a política externa americana é mais do mesmo. A política externa chinesa, junto com a Rússia, é o novo. É comércio, mas é sofisticado, um comércio com projeto, com investimentos tecnológicos, com conquistas”, considerou.

 

A possibilidade de um enfrentamento inclusive militar entre os dois países não foi descartada pelo professor da UFF. No entanto, a iniciativa não partiria do regime de Pequim.

 

“Os chineses, como se diz no dito popular, têm bala na agulha, têm condições de estabelecer um confronto comercial em alguma medida com os Estados Unidos, mas não é inteligente. Quem quer guerra é os Estados Unidos, quem está preparado com a máquina, com orçamento militar, que só dos Estados Unidos é igual a de todos os outros países do mundo, é os Estados Unidos. Quem precisa jogar a bola na frente para provocar uma guerra é os Estados Unidos da América, a China não tem essa política imperialista”, completou.

 

Ouça a entrevista de Bernardo Kocher:

 

 

Entrevista em 14.05.2019

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