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FNP e FUP se unem em defesa da Petrobras e do acordo de trabalho

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Diante do ataque do Governo Federal à estrutura da maior empresa estatal do país, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), historicamente envolvidas em divergências políticas, buscaram o entendimento e se uniram em defesa da Petrobras e do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

 

O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da FNP Vinícius Camargo confirmou a fusão dos discursos das duas entidades para beneficiar os trabalhadores da empresa de petróleo e tentar manter a soberania do Brasil, contendo o avançado processo de venda de ativos da Petrobras.

 

“O trabalho para construir essa unidade entre as duas federações já tem sido feito ao longo dos últimos anos. Propriamente nesse ano, nós começamos a trabalhar junto ainda quando entregamos as propostas de reivindicação de acordo coletivo de trabalho, no dia 15 de maio, para a direção da Petrobras”, relatou.

 

“As duas federações entregaram suas pautas e, a partir daí, a gente começou a trabalhar junto nessa questão específica e na discussão dos planos contra a privatização da Petrobras, o desmantelamento como empresa integrada de energia, que vem se aprofundando no governo Bolsonaro”, continuou o dirigente.

 

No último dia 31, as entidades de petroleiros realizaram, no Rio de Janeiro, o Seminário Nacional de Greve, que visou traçar uma estratégia para a paralisação coletiva dos trabalhadores da estatal. Mais de 8 mil profissionais estiveram presentes às últimas reuniões reafirmando seu apoio à iniciativa das direções sindicais.

 

“A gente tem uma agenda bastante grande pela frente de ataque aos trabalhadores, como a questão das privatizações especificamente, mas também da reforma da Previdência, da nova Lei da Liberdade Econômica, que de fato é uma nova reforma trabalhista imposta pelo governo Bolsonaro, então os petroleiros já estão se organizando. Já fizemos atos, mobilizações por todo Brasil nesse último período, com a massa de trabalhadores participando das assembleias. Estamos em um passo importante nesse momento”, disse Camargo.

 

Para fazer valer os interesses dos petroleiros no Acordo Coletivo de Trabalho, rejeitado pela diretoria da Petrobras em várias ocasiões, e evitar os novos leilões de ativos, a FNP e a FUP têm atuado não apenas no ambiente sindical.

 

“Já estamos em todos os campos, jurídico, político, nos movimentando como categoria de forma geral. A população é contrária às privatizações das estatais. Quando vemos historicamente todas as pesquisas realizadas ainda no auge das denúncias de corrupção contra a Petrobras, de 62% a 64% eram contrários a privatização da empresa. Temos do nosso lado a população e temos de fazer essa mobilização. Já estamos fazendo uma campanha nacional contra a privatização, pela redução dos preços dos combustíveis para envolver todo mundo na luta”, concluiu o diretor do Sindipetro-RJ.

 

Ouça a entrevista de Vinícius Camargo na íntegra:

 

 

Entrevista em 04.09.2019

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