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Freixo sobre caso Marielle: “Moro não é advogado de Jair Bolsonaro”

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O avanço das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco tem apresentado informações que podem ligar o presidente Jair Bolsonaro ao crime, como o depoimento do porteiro do condomínio onde moram o político e Ronnie Lessa, um dos acusados pela execução, à Polícia Federal. Ele afirmou que a autorização para a entrada de Elcio Queiroz, outro envolvido no caso, ao empreendimento partiu da casa do ex-deputado federal.

 

A noticia do suposto envolvimento da família do mandatário elevou as tensões em Brasília e algumas figuras da cúpula do governo saíram em defesa do presidente, como o Ministro da Justiça Sergio Moro. O ex-juiz pediu que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investigassem as declarações do responsável pela portaria do condomínio aos policiais civis do Rio de Janeiro afirmando que pode haver um “equívoco” ou uma tentativa de envolver o nome de Bolsonaro ao assassinato.

 

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) condenou a postura do titular da Pasta, lembrando que Moro deve ter uma atitude republicana e isenta no episódio ao invés de tentar defender o presidente da República.

 

“Ministro da Justiça não é advogado de defesa do presidente, a Polícia Federal não pertence ao presidente. Essas são características muito clara de uma ruptura democrática. Nesse capítulo, acho muito grave a iniciativa provocada pelo ministro Sergio Moro, a decisão do MPF, comandado pelo [Augusto] Aras, nomeado recentemente pelo Bolsonaro, de mudar a Lei de Segurança Nacional. Estão usando um instituto da ditadura militar para incriminar o porteiro que é apenas uma testemunha, uma pessoa simples que trabalha há 13 anos no condomínio”, relatou.

 

“Ao fazer isso, eles transformam o Bolsonaro em vítima e o porteiro em réu, invertem o papel. É muito grave e de alguma maneira é uma forma de levar os órgãos federais para o controle do Bolsonaro, investigarem o caso da Marielle, o que todos nós somos contra”, continuou o parlamentar.

 

Freixo fez questão de dizer, porém, que não se pode culpar o presidente ou sua família pelo envolvimento na execução da sua colega de partido e de seu motorista Anderson Gomes, mas destacou a necessidade de se manter as apurações a cargo da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

 

Além de elogiar o trabalho dos policiais no caso Marielle desde que Wilson Witzel assumiu o Governo do estado, o deputado destacou que apenas três investigações foram federalizadas na história do país.

 

“Um caso só é federalizado quando a polícia estadual local não tem condições de investigar, e não é o que está acontecendo. Duas pessoas estão presas, há uma investigação, federalizar por quê? Por que um dos filhos do presidente pode estar sendo investigado? Isso não é razão, muito pelo contrário, é um movimento muito sério e muito grave”, destacou, se referindo ao vereador Carlos Bolsonaro, ex-colega de plenário de Marielle.

 

Há um temor por parte dos especialistas de que a integridade física do porteiro autor das denúncias esteja em risco. O deputado psolista afirmou que pediu reforço na segurança da testemunha, mas o próprio depoente recusou.

 

“Isso depende da pessoa, você não pode impor isso a ninguém. Essa foi a primeira atitude que tive, conversei rapidamente com a Polícia Civil do Rio de Janeiro e, na verdade, o porteiro não quis a proteção. Vou me reunir com a polícia hoje porque quando essa investigação chegou na casa do presidente Bolsonaro, houve uma paralisação, não pegaram todo material”, citou Freixo. Ontem (07), os policiais estiveram no condomínio do presidente e apreenderam as gravações dos diálogos da portaria.

 

Ouça a entrevista de Marcelo Freixo:

 

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