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“Governador deveria encarar metrô como oportunidade”, avalia Hossell

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O imbróglio das obras da estação da Gávea do metrô do Rio de Janeiro, envolvidas no escândalo de corrupção que levou à cadeia o ex-governador Sérgio Cabral, parece longe de terminar. Na última semana, o atual mandatário do estado Wilson Witzel anunciou que vai aterrar a escavação feita para a construção da estrutura que abrigará a nova parada.

 

A decisão do político provocou indignação da população fluminense, já que foram gastos, até agora, cerca de R$ 1 bilhão para levar o metrô até o local, uma demanda antiga dos moradores da região, e dificultaria a continuidade das obras no futuro, visto que Witzel alega falta de verbas para a conclusão da estação.

 

O metroviário e fundador do movimento ‘Metrô Linha 4 que o Rio precisa’ William Hossell criticou a decisão do governador e afirmou que ele pode usar as obras do metrô como uma forma de conquistar popularidade no Rio.

 

“Acho que o governador ao invés de ver a estação Gávea como um problema, na verdade deveria encarar essa questão como uma grande oportunidade para o governo dele. A estação sendo concluída poderia fazer com que o carioca voltasse a sonhar em ter uma ligação em anel do metrô, você ligaria a Gávea até a estação Uruguai, o que facilitaria a vida de todos”, citou.

 

As obras da linha 4 do metrô, com conclusão prometida para as Olimpíadas de 2016, viraram uma enorme dor de cabeça após a descoberta de superfaturamento e do pagamento de propina da construtora Odebrecht para o grupo político de Sérgio Cabral. Além disso, o projeto inicial da construção do percurso foi alterado sem nova licitação mediante compensação financeira ilícita para o procurador do estado Renan Saad, preso no mês de julho.

 

A respeito do aterramento da estação Gávea, a vice-reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) descartou a hipótese levantada pelo governador em relação a riscos para a segurança dos moradores da região. O ex-presidente da Associação de Moradores da Gávea enxerga apenas uma saída para o problema.

 

“A solução é fazer, não podemos parar o que já foi feito, já está abandonado há alguns anos. Uma obra de metrô é para ser feita. Só uma comparação, o metrô do Rio de Janeiro inaugurou em março de 1979, no mesmo ano do metrô de Hong Kong. O metrô de Hong Kong transporta 5 milhões de pessoas por dia, nós transportamos um número ridículo de 860 mil pessoas, é muito pouco. Eles têm 218 km de malha metroviária, nós temos 57 km”, contrapôs Hossell.

 

“O metrô é uma coisa para ser sempre feita em todos os governos com a participação de investimentos privados que poderiam explorar os empreendimentos imobiliários e comerciais ao longo do trajeto. Solução existe, agora temos é de tocar para frente, não tapar o buraco, impedir o desenvolvimento”, completou.

 

Ouça a entrevista de William Hossell na íntegra:

 

 

Entrevista em 10.09.2019

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