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Grito dos Excluídos pede resistência ao governo no dia da Independência

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Os retrocessos no processo civilizatório que o Brasil atravessa com Jair Bolsonaro têm motivado uma série de manifestações nos últimos meses. Uma das mobilizações mais tradicionais do país, o Grito dos Excluídos, realizado na data que marca o Dia da Independência – 7 de setembro -, será mais um dos atos que terá como mote a resistência a um governo que vem entregando a soberania nacional.

 

A 25ª edição do evento terá como tema “Este sistema não vale, lutamos por justiça, direitos e liberdade”. Organizado pelas pastorais sociais e por movimentos populares, com reuniões em diversas cidades, o Grito dos Excluídos terá concentração no Rio de Janeiro a partir das 9h, nas esquinas da Avenida Presidente Vargas com Rua Uruguaiana, no Centro.

 

O membro do Fórum das Pastorais Sociais Tobias Faria ressaltou o caráter conjuntural do evento, que teve sua origem na Campanha da Fraternidade da Igreja Católica, em 1995, e reafirma os direitos à liberdade para a população oprimida.

 

“Como nos outros anos, o Grito traz como lema algo ligado ao momento. A escolha do lema é sempre algo que nos aflige, nos mobiliza, nos faz pensar na correlação com a conjuntura. Vivemos nesses tempos o pior dos nossos pesadelos, lutar por justiça e liberdade virou algo absolutamente imprescindível porque o governo Bolsonaro tem cassado direitos, impossibilitado as liberdades. Esse grito se reveste de uma roupagem absolutamente fundamental”, disse.

 

Apesar de ter sido lançado com a participação da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Grito dos Excluídos não tem uma participação efetiva da igreja enquanto instituição no Rio de Janeiro, apesar da presença maciça de cristãos à mobilização.

 

“O Rio de Janeiro sempre teve uma posição mais atrasada, retrógrada, que não estava alinhada com essa posição mais presente da igreja no Brasil como um todo, por isso o Grito nunca se fortaleceu na igreja do Rio. Os vários companheiros e companheiras da igreja católica que queriam se manifestar iam, e ainda hoje vão, para Aparecida [em São Paulo], onde acontece talvez o Grito dos Excluídos central do país”, comentou Faria.

 

Ouça a entrevista de Tobias Faria na íntegra:

 

 

Entrevista em 06.09.2019

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