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Infectologista: “SUS é incapaz de absorver epidemia de coronavírus”

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O avanço acelerado dos casos de Covid-19, doença provocada pelo coronavírus na China, assusta a comunidade de saúde internacional. De acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira (13), apenas nas últimas 24 horas, após uma mudança na metodologia para detecção da enfermidade, o número de casos subiu de 44,7 mil para 59,8 mil no país asiático.

 

No Brasil, ainda não foi detectada nenhuma infecção pelo novo vírus. Contudo, os especialistas em vigilância sanitária temem que uma epidemia da doença acarrete um caos no Sistema Único de Saúde.

 

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alberto Chebabo advertiu para as deficiências apresentadas pelos hospitais e clínicas da família no atendimento à população.

 

“Se a gente tiver uma epidemia em larga escala como estamos vendo acontecer na China, certamente não há nenhum sistema de saúde que seja capaz de absorver de forma rápida um aumento da demanda de pacientes, especialmente no Brasil. Já temos um sistema de saúde debilitado, com uma demanda maior do que a capacidade de atendimento, as unidades de saúde hoje estão superlotadas”, alertou.

 

O especialista usou como exemplo um vírus que circula no país há décadas e ainda não foi controlado pelas autoridades de saúde, provocando infecções em larga escala e mortes.

 

“A gente já teve uma experiência da dengue, isso desestrutura todo o sistema de saúde. Em um primeiro momento, esperamos que, se esse vírus vier, sejam casos isolados e aí conseguimos lidar com a demanda, até porque esses pacientes ficarão internados em hospitais de referência, que já têm leitos reservados, estruturados. Agora caso a gente tenha uma epidemia aqui no Brasil, realmente não vai conseguir lidar”, relatou o infectologista.

 

O resultado dos primeiros exames dos 34 brasileiros e parentes chineses que chegaram no último domingo (09) de Wuhan, epicentro da epidemia, deram negativo para o Covid-19, No entanto, eles continuam no período de quarentena na base aérea de Anápolis, em Goiás, por mais 13 dias, até que seja descartada a possibilidade de infecção.

 

VACINAÇÃO CONTRA O SARAMPO

O Ministério da Saúde lançou na última segunda-feira (10) uma campanha de vacinação contra o sarampo. O surto da doença acontece no país desde o ano passado, quando foram registrados 18 mil casos e 15 mortes.

 

Em 2020, já há 202 ocorrências contabilizadas, concentradas especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. As vacinas se destinam a pessoas entre cinco e 19 anos e é recomendada a dose para quem nunca foi infectado pela doença.

 

“Quem tem certeza que teve sarampo na infância, não precisa se vacinar, mas nem sempre as pessoas têm essa informação. Na dúvida, é melhor vacinar. A vacina não tem nenhuma contraindicação, ela só não está indicada em crianças abaixo de seis meses ou pessoas que estejam com alguma deficiência imunológica”, destacou o vice-presidente da SBI.

 

Ouça a entrevista de Alberto Chebabo:

 

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