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Presidente do Sintect-RJ esclarece reivindicações da greve dos Correios

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A greve nacional por tempo indeterminado dos funcionários dos Correios, iniciada na última quarta-feira (11) e decidida em assembleias da categoria por todo país, tem por objetivo alguns pontos que os profissionais já reivindicam há algum tempo, como o reajuste salarial com reposição da inflação.

 

Quem explicou foi o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) Ronaldo Martins. Ele relatou que uma série de conquistas dos trabalhadores foram cassadas.

 

“A principal [reivindicação] é que nós terminamos em agosto nossa data-base e a empresa teve uma postura jamais vista nas negociações coletivas. Não sei se é uma orientação desse governo, mas foram para a mesa de negociação tirando vários benefícios dos direitos dos trabalhadores e depois apresentaram uma proposta de 0,8% de reajuste. As federações buscaram uma saída negociada porque a nossa proposta é a manutenção de benefícios e a reposição da inflação do período, que hoje está em torno de 3,24%”, alegou.

 

Apesar de entender que essas seriam as premissas básicas para se chegar ao entendimento com a diretoria dos Correios, os sindicatos e federações aceitaram a busca por um acordo em novas bases. No entanto, houve intransigência dos negociadores da estatal.

 

“O movimento sindical quis negociar, mas a empresa teve uma postura muito ruim, ofensiva contra os trabalhadores, e isso levou à indignação a nível nacional porque entendemos que estava meio que atrelada a essa postura da empresa o indicativo de privatização que está colocado pelo governo Bolsonaro”, comentou o dirigente.

 

“Os Correios têm uma digital importante com a formação do nosso país e não pode um governo de forma irresponsável colocar a empresa para privatização quando ela é autossuficiente, não depende do governo”, prosseguiu Ronaldo

 

No Rio de Janeiro, a assembleia, realizada no último dia 10, reuniu cerca de 2 mil funcionários da empresa. A adesão ao movimento grevista, segundo nota oficial dos Correios, é de 70% dos profissionais.

 

Ainda nesta quinta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, tentará mediar o impasse entre as federações de funcionários e a diretoria da ECT com o objetivo de encerrar a paralisação.

 

O presidente do Sintect-RJ fez questão de explicar a importância da estatal para o país, citando, inclusive, o fato de as empresas privadas no ramo de entregas se negarem a cobrir todo o território nacional.

 

“Elas [empresas privadas] querem só o ‘filé mignon’ das encomendas nas capitais. Os Correios têm 105.000 trabalhadores, entregamos em todos os municípios, só não entregamos mais porque existe uma política de não ter concursos públicos desde 2011. Entregamos em todos os logradouros, e é por isso que as empresas privadas postam nos Correios para entregar porque o preço delas é mais caro”, alertou.

 

Ouça a entrevista de Ronaldo Martins:

 

 

Entrevista em 12.09.2019

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