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Privatização da Eletrobras terá ‘luta no Congresso’, avisa Felipe Araújo

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Além do anúncio das Propostas de Emendas Constitucionais para conter a crise econômica, o Governo Federal deu na última terça-feira (05), quando se completou 300 dias de Jair Bolsonaro na Presidência, o primeiro passo para tentar concretizar um antigo desejo dos entreguistas no país: um projeto para a privatização da Eletrobras.

 

Vislumbrado ainda na gestão de Michel Temer, a medida contou com a resistência dos parlamentares no Congresso e acabou sendo deixada de lado pela cúpula do Palácio do Planalto. Desta vez, o plano pode se concretizar até o próximo ano.

 

O engenheiro civil de Furnas e diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) Felipe Araújo avaliou a intenção do governo, mas garantiu que a tentativa de vender os ativos da estatal terá, mais uma vez, oposição nas casas legislativas.

 

“Agora eles vêm para a batalha final. Entendemos que esse momento é um marco da batalha final em relação a essa questão porque antes tivemos um ataque no governo provisório, do Temer. Houve a mudança de governo, que vinha adiando o projeto de lei, só dizendo que ia fazer desde junho e mais para alimentar o mercado, a Bolsa, ganhar dinheiro com essa volatização das ações da Eletrobras. Agora ele manda para o Congresso, já inicia a tramitação desse projeto de lei na Câmara dos Deputados e agora é para valer. Vamos para dentro fazer a defesa no Congresso”, confirmou.

 

Pelo projeto, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder de voto na companhia, nem mesmo a União. A proposta prevê também que o Estado ficará com menos de 50% das ações da Eletrobras e o fim das ações especiais com poder de veto, as chamadas golden share. As cláusulas ainda podem ser modificadas na Câmara e no Senado.

 

O servidor de Furnas ressaltou que a correlação de forças no parlamento atualmente ainda pode impedir a privatização da empresa e as negociações em torno do tema já começaram.

 

“Ainda temos uma resistência muito grande no Congresso, principalmente considerando aquelas pessoas que têm um entendimento do setor. São poucas, mas há um número maior de pessoas que entendem que é interesse do Estado, independente de ideologia liberal ou não, aqueles parlamentares que entendem o que significa o interesse de nação, soberania, que esse modelo que está sendo enviado pelo governo não traz benefícios para a sociedade brasileira. Agora a gente reinicia a bateria de reuniões para poder levantar novas barricadas”, completou.

 

Ouça a entrevista de Felipe Araújo:

 

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