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PSOL afasta conexão automática de Bolsonaro a caso Marielle: ‘Factoide’

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Exato um ano e 11 meses depois do assassinato de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes no Rio, o episódio volta ao debate público com a morte, em condições a serem esclarecidas, do capitão Adriano, acusado de chefiar o ‘Escritório do crime’, grupo que teria executado a vereadora do PSOL.

 

As ligações do ex-membro do Batalhão de Operações Especiais (Bope) com a família Bolsonaro são latentes e frequentemente colocadas como motivo de suspeita do envolvimento do clã que ocupa altos cargos na República com o crime bárbaro.

 

O presidente nacional do PSOL Juliano Medeiros prefere adotar a cautela e refuta a vinculação do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos à execução de Marielle, ressaltando que esse tipo de prática é muito comum entre aqueles que militam no campo ideológico da direita.

 

“Temos de ter cuidado porque é muito evidente que o Adriano tinha relações com a família Bolsonaro, o que significa que a família Bolsonaro tem relações com as milícias. Evidentemente já sabemos que o assassinato da Marielle também tem o dedo das milícias, agora daí a fazer uma vinculação automática seria exatamente o que costumam fazer conosco, que é mentir, inventar factoides”, observou.

 

“A nossa diferença em relação a essa corja que governa o Brasil e o Rio de Janeiro é exatamente essa, não vamos usar qualquer método para chegar à verdade e combater nossos adversários porque somos melhores que eles. Nossos padrões éticos e morais são diferentes, vamos agir com responsabilidade. Acredito que o assassinato do Adriano é muito conveniente para a família Bolsonaro e que tem coisa errada nesse episódio, agora até que a gente tenha alguma prova concreta, não vou sair por aí dizendo que a polícia ou o governador da Bahia, que é de um partido de oposição, queima arquivo porque seria leviano da nossa parte”, prosseguiu.

 

No último domingo, após o anúncio da morte do ex-miliciano, o partido divulgou uma nota onde dizia que “Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson”. Contudo, horas depois o trecho foi alterado para “Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar diversos crimes, incluindo aqueles envolvendo [Fabrício] Queiroz e Flávio Bolsonaro”.

 

“Não é a primeira vez que a gente tem de fazer ajuste de uma posição pública. Ficamos sabendo do assassinato do Adriano no meio de uma reunião da executiva nacional do partido, foi um pouco tumultuado. Não tem problema nenhum a gente ir ajustando a posição para preservar o principal, o nosso compromisso com a verdade, que os fatos venham à tona sem reproduzir fake news, essa prática abjeta que marca esse grupo político que está no poder no Brasil”, salientou o dirigente do PSOL.

 

Juliano Medeiros reafirmou o interesse da legenda em esclarecer as dúvidas a respeito do assassinato do ex-capitão do Bope e as condições em que houve o cerco em um sítio de propriedade de um vereador do PSL, na zona rural da cidade de Esplanada (BA).

 

“Estou nesse momento dentro do avião, vou em embarcar em alguns minutos para Salvador para tentar me reunir com o secretário de Segurança Pública da Bahia e poder ter maiores respostas. Estamos agindo, buscando, além de nos posicionarmos, lançar notas, também com atitudes concretas”, finalizou o presidente.

 

Ouça a íntegra da entrevista de Juliano Medeiros:

 

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