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Seminário no IFCS relembra 40 anos de greve dos metalúrgicos no país

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No processo de abertura política que se deu no Brasil no final dos anos 1970, as greves dos metalúrgicos do ABC paulista tiveram um papel importante para a retomada democrática após pouco mais de 20 anos de ditadura militar.

 

Para relembrar o importante momento de retomada das mobilizações dos trabalhadores brasileiros, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove o seminário Jornadas Operárias até a próxima quinta-feira.

 

Com a realização de mesas de debate sobre o momento histórico, o evento vai reunir também representantes de outras paralisações relevantes naquela conjuntura. Uma delas é a greve dos bancários, também em 1979, que teve entre as lideranças no Rio de Janeiro o militante do Partido Comunista Brasileiro Ivan Pinheiro.

 

O bancário destacou a relevância das mobilizações grevistas em uma oportunidade onde o sindicalismo voltava a se reorganizar e ganhar voz diante da repressão dos militares que governavam o país

 

“Foi uma greve fantástica porque era um momento de explosão do movimento sindical. Aquela explosão foi em função de uma demanda reprimida que os trabalhadores desde 1964 não tinham reajuste salarial, era só um índice oficial manipulado pelo governo que decidia mensalmente na data-base quanto seria o reajuste, sem direito de greve. Em geral, as campanhas eram muito fracas porque a repressão era violenta, a maioria dos sindicatos importantes estava sob intervenção. Então era bom nós refletirmos sobre essa explosão e trazer para os dias de hoje”, relatou.

 

A ditadura proibia qualquer tipo de organização de trabalhadores que atentasse contra a ordem da época. Nem mesmo o dia do Trabalho podia ser celebrado pela classe.

 

“O primeiro 1º de maio que fizemos na marra aqui no Rio de Janeiro acho que foi em 1978 ou 1979, na Quinta da Boa Vista, e assim mesmo com o risco de repressão. Era proibido um sindicato de uma categoria se relacionar com outro. O sindicato dos Bancários só podia se relacionar pela lei com a Federação de Bancários e com a Confederação de Bancários, era proibido ter uma intersindical”, lembrou o membro do PCB.

 

Ivan Pinheiro alertou também para os riscos que o país corre com Jair Bolsonaro na Presidência da República. O caráter autoritário do ex-capitão do Exército, no entanto, se opõe à estrutura estabelecida no país, prejudicial à classe trabalhadora, para o bancário.

 

“Bolsonaro gostaria de implantar uma ditadura, mas não consegue, até porque esse chamado estado de direito democrático, que a meu ver é a melhor forma de dominação de classe que existe, impede, media. A chamada democracia, que chamo de burguesa porque não é nada democrática, é a melhor forma de dominação”, avaliou.

 

Ouça a entrevista de Ivan Pinheiro na íntegra:

 

 

Entrevista em 10.09.2019

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