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“Só podemos esperar desgraça do governo”, avisa Gustavo Castañon

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O desempenho de Jair Bolsonaro e sua equipe no primeiro ano de mandato provoca expectativas pessimistas de boa parte dos analistas de política do país, em especial dos que defendem medidas que diminuam a desigualdade social e atendam aos anseios da maioria da população brasileira.

 

A falta de habilidade com a coisa pública e as declarações estapafúrdias de integrantes do primeiro escalão do governo deram a tônica em 2019 e apontam para um horizonte indefinido. Esse é o diagnóstico do professor de Filosofia e Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e membro da direção nacional do PDT Gustavo Castañon.

 

“O que a gente pode esperar de um ser humano como Bolsonaro e um governo de seres humanos como o ministro da Educação [Abraham Weintraub], a ministra [da Mulher, Família e Direitos Humanos] Damares [Alves], até mesmo um homem como [o ministro da Economia] Paulo Guedes, cujo auxiliar foi indiciado naquelas fraudes dos fundos de pensão, que ele está envolvido também, e Sérgio Moro como Ministro da Justiça, que, sendo juiz, fez um monte de cursos fora do país. A gente só pode esperar desgraça”, lamentou.

 

O analista publicou um artigo no portal Disparada, no final do ano passado, onde fazia previsões para o cenário político do país em 2020 e dividiu a administração do Palácio do Planalto em grupos bem definidos.

 

“Acho que existem quatro núcleos básicos que apoiam o governo Bolsonaro: tem o núcleo duro, que chamo de ‘bolsolavetes’, do Olavo de Carvalho, a Damares, o clã do Bolsonaro. Esse núcleo já rachou com o próprio partido que o elegeu, é um presidente impopular no cargo ainda no primeiro ano de governo, rompeu com mais da metade da bancada que foi eleita totalmente dependente dele, para ver o nível de compatibilidade dele com a vida política e a deslealdade política”, comentou.

 

“Tem o núcleo do ‘lava-jatismo’ representado pelo Moro, cada vez mais insatisfeito, o núcleo militar também cada vez mais insatisfeito, os atritos com Guedes são cada vez maiores, levando a um ponto de não retorno que vai chegar em breve, e o núcleo neoliberal dos saqueadores, que é o núcleo do Guedes e que o mercado está relativamente satisfeito com o desmonte do Bolsonaro, mas no fim do ano passado esperavam uma melhora econômica que não virá”, projetou o professor.

 

A possibilidade de queda do presidente da República antes do final de seu mandato é vista como real pelo membro do PDT, lembrando que as forças contrárias ao governo dependem do índice de apoio popular para levar à frente um processo de deposição.

 

“Acho que o impeachment do Bolsonaro, visto que já cometeu crimes de responsabilidade, é uma questão só de popularidade. Se a popularidade cair muito, [o impeachment] virá porque a classe política é completamente convencida que é possível. Os católicos estão nessa posição, a imprensa liberal é convicta, tem medo dos arroubos anti-imprensa livre, o trabalhismo, o nacionalismo e o petismo”, pontuou.

 

Ouça a íntegra da entrevista de Gustavo Castañon:

 

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