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“Tentativa de desviar foco”, avalia Chico sobre investigação de porteiro

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A instauração de um inquérito pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, para apurar possíveis crimes cometidos pelo porteiro que afirmou que Elcio Queiroz, um dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco, pediu autorização a Jair Bolsonaro para entrar no condomínio onde o presidente é vizinho do outro acusado pelo crime, Ronnie Lessa, provocou indignação daqueles que pregam uma averiguação isenta do caso.

 

A requisição aparece como conseqüência de um ofício onde o ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro pediu que um inquérito fosse aberto para verificar as circunstâncias da citação do mandatário no depoimento.

 

O professor de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Chico Alencar observou com perplexidade a medida implementada pela Polícia Federal e acredita que haja uma tentativa de se mudar o rumo das investigações da execução da parlamentar e de seu motorista Anderson Gomes.

 

“Isso é um escândalo, um escárnio, um deboche, uma ofensa aos critérios mais elementares da Justiça. Isso tem como objetivo desviar totalmente o foco, é uma determinação autocrática do presidente que se julga rei despótico orientando seu serviçal, seu capacho que tem o título de ministro da Justiça, mas é um advogado pago com dinheiro público”, atacou.

 

“O problema não é quem mandou matar Marielle, não são as relações da família Bolsonaro notórias como o esquema miliciano, não é o espírito de milícia que cresce no país. O problema é um porteiro anônimo escondido que vai ser o bode expiatório, mas isso não vai prosperar. É tão ridículo, tão evidente que se quer desviar o foco, tirar o assunto central da pauta, que não vai prosperar”, avaliou o ex-deputado federal.

 

O MPF pediu o inquérito para elucidar se o porteiro cometeu os crimes de obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa. Além disso, será investigado se o responsável pela portaria do condomínio de Bolsonaro caluniou ou difamou o presidente.

 

Para mostrar sua revolta com as insinuações, Chico utilizou um dado divulgado na última quarta-feira (06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a respeito do aumento da desigualdade social no país de 2015 para cá.

 

“É um desrespeito, inclusive, para a outra ponta da realidade dolorida, que é ter 13,5 milhões de pessoas nesse país sobrevivendo com menos de R$ 145 por mês. Isso que é a grande dor, a grande tragédia de um país com tanto potencial e que vinha lentamente, sem reformas estruturais necessárias, mas, de qualquer maneira, diminuindo essa miséria”, lamentou.

 

Ouça a entrevista de Chico Alencar na íntegra:

 

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