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Editorial – 01.06.2021

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Eu esperei a segunda-feira passar para ver se algo mudaria, mas confesso que fui ingênuo em acreditar que a falta de cobertura da mídia dominante para os enormes atos que nós tivemos no último sábado (29) seria por conta das equipes reduzidas nas redações nos finais de semana e pelo fato de a capa de domingo ser a mais nobre nos jornalões, pronta já com alguma antecedência.

 

Como todos puderam perceber, a mídia corporativa não deu qualquer destaque para as mobilizações que se espalharam por todas as capitais do país, talvez as maiores desde junho de 2013, e esse silêncio ensurdecedor dos grandes veículos de comunicação representa muita coisa.

 

É sinal do choque que os brasileiros provocaram mais uma vez nesses representantes do capital hegemônico, mostrando que não vão se render a esse conluio jurídico-político-midiático golpista que se estabeleceu no nosso país e levou o inepto Jair Bolsonaro à Presidência da República, fazendo com que quase 500 mil brasileiros fossem a óbito pela Covid-19 até agora, com desemprego recorde, perto de 15 milhões de pessoas fora do mercado formal de trabalho, um contingente ainda maior de desalentados.

 

Esses atos do último sábado mostraram que o brasileiro não perdeu a capacidade de se indignar e de lutar por um país onde as pessoas tenham a mínima chance de cidadania, com o mais básico direito humano respeitado, que é o direito à vida. A repercussão quase nula da grande imprensa mostra, mais uma vez e de maneira irrefutável, quem está do lado certo da história.

 

Esse governo genocida que a mídia dominante ajudou a eleger deu mais uma amostra da sua irresponsabilidade ontem, ao aceitar organizar a Copa América, importante evento do calendário do futebol sul-americano, após a Argentina, de Alberto Fernández, de maneira muito responsável, desistir de sediar as partidas por conta da pandemia.

 

Já o Brasil, o segundo país do mundo com mais mortes pela Covid-19, que abriu mão de comprar vacinas em meados do ano passado, aceitou o pedido da Confederação Sul-Americana de Futebol e recebeu de braços abertos a competição, realizada agora entre os dias 13 de junho e 10 de julho.

 

O detalhe é que a intenção dos organizadores é ter a final no Maracanã, aqui no Rio de Janeiro, com a presença de público no estádio. E uma das cidades que sediará a competição será Manaus, o símbolo do caos na pandemia, com dezenas de pessoas morrendo por falta de oxigênio.

 

Esse é um verdadeiro tapa na cara dos brasileiros. Por isso, mais do que nunca, nós devemos manter a pressão sobre o Congresso para que seja aceito um dos mais de 100 pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro. Só assim, talvez, nós teremos uma mínima chance de ver a nossa população respeitada, sem o negacionismo e o autoritarismo desse senhor que se apossou do Palácio do Planalto com o auxílio luxuoso dessa mídia dominante que ignora o apelo do povo brasileiro nas ruas.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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