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Editorial – 02.06.2021

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A operação de blindagem do ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello segue a todo vapor no Palácio do Planalto. Ontem (1º), o presidente Jair Bolsonaro nomeou o militar, que anda enrolado em várias frentes, para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, posto diretamente ligado ao ex-capitão.

 

A nomeação de Pazuello, capacho do chefe do Executivo, vem bem a calhar, já que o militar está na mira do Alto Comando das Forças Armadas por conta de sua participação, duas semanas atrás, daquele ato político liderado pelo presidente nas ruas do Rio de Janeiro. O comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira deve decidir sobre uma punição para o general nos próximos dias, algo que já está definido, só não se sabe que tipo de sanção o ex-ministro receberá.

 

Além disso, a CPI da Pandemia também está acossando Pazuello, que deve voltar a prestar depoimento nas próximas semanas. Por falar na Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, ontem foi a vez de a médica Nise Yamaguchi, conselheira informal de Bolsonaro e entusiasta da cloroquina no tratamento precoce da doença, falar aos congressistas, e o que se viu foi um verdadeiro massacre.

 

Os senadores encurralaram a médica por conta de mais um show de mentiras presenciado na CPI. Nise disse que a minuta sobre a mudança de bula da cloroquina, apresentada em uma reunião no Palácio do Planalto no ano passado e denunciada tanto pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, como pelo presidente da Anvisa Antônio Barra Torres, nunca existiu.

 

Um dos pontos altos da oitiva foi o momento em que o senador Otto Alencar (PSD-AM), que é médico, rebateu uma série de declarações da oncologista, apresentando estudos científicos que refutam o uso do medicamento para o tratamento da doença. Além disso, ela tergiversou quando questionada pelo parlamentar sobre a diferença entre um vírus e um protozoário. Foi, de fato, constrangedor o depoimento da médica, mais uma aventureira a serviço do bolsonarismo.

 

Pois bem, eu queria encerrar o editorial de hoje com a leitura de uma análise que o jornalista Milton Temer fez, nas suas redes sociais, sobre a chegada da família Bolsonaro ao Patriota, algo que tem provocado uma enorme polêmica no mundo político. Diz o Milton:

 

Patriotismo como refúgio dos canalhas se revela na apropriação privada dessa legenda partidária que vai abrigar, coerentemente, a família Bolsonaro. Coerentemente porque, como a família do presidente da República, também a do presidente do partido é fartamente compensada financeiramente com os dinheiros públicos. Uns, pelos mandatos. Outros, pelo fundo partidário.

 

Mas é impossível não abrir uma reflexão sobre a diferença entre as duas famílias. Tenho a experiência de quem viveu a aventura pessoal de coletar, nas ruas, com uma intensa militância mobilizada, assinaturas para a legalização do PSOL. E confesso não conseguir compreender como grupelhos ou famílias picaretas conseguem alcançar o alto nível quantitativo de assinaturas reconhecidas pelo TSE para legalizar legendas.

 

A própria família Bolsonaro, mesmo tendo o aparelho do Estado à disposição, desistiu de chegar a tal exigência. Certamente porque a exposição não permitiu usar os meios que o dono do Patriotas utilizou.

 

Talvez a convivência futura seja uma boa oportunidade para um curso de adestramento e a família Bolsonaro se emparelhe em “competência”, com a família proprietária do Patriotas”.

 

Ouça o comentário de Anderson Gomes:

 

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